Grande parte das mulheres que vivem a violência doméstica, aguentam essa situação por muitos, e muitos anos, provocando uma certa estranheza em muitos ao seu redor. As pessoas tem dificuldade em compreender o porquê delas não darem um basta nas agressões, de continuarem casadas com os agressores. Só que cada pessoa tem o seu tempo, e nem sempre o que vemos de fora é tudo o que acontece.

Algumas não tem emprego, ou exercem alguma função que recebem pouco, ou trabalham em negócios com o cônjuge. Essa dependência financeira é uma das principais causas da falta de iniciativa das mulheres, elas não vão ter como se manter, se tiverem filhos a situação piora, a preocupação com o sustento deles as impede de reagir. Em alguns casos não tem apoio nem da família, pais, irmão, ou outros, então se vendo desamparadas, se sente sem perspectiva e acabam tolerando a situação por achar que não tem outra solução.

Esperança e amor, sim amor, as pessoas casam, acredito que por amor! Elas amam esses homens, e tem esperança de que foi só essa vez, ou que foi a última, que nunca mais vai acontecer. Normalmente eles se arrependem, juram que não vão mais agredi-las, se tornam amorosos, atenciosos, realmente, por um período, infelizmente muito curto, eles se tornam ótimos maridos, fazendo com que as mulheres, que amam eles, se encham de esperanças, fazendo com que sigam aguentando esse ciclo de violência, que se renova a cada agressão, e pode durar anos.

As agressões além de físicas, podem ser verbais e morais, e todas causam grandes danos psicológicos, e destroem com a auto estima. E machucadas, humilhadas, acreditam que realmente não têm condições de mudar de vida. Muitas vezes os agressores dizem que elas não podem, não conseguem, alegam que as mantém financeiramente, as constrangem, e fazem com que acreditem que precisam mesmo viver com eles, já que não se sentem capazes de mudar seu quadro, elas permitem que os agressores cada vez mais as humilhem, tornando a situação cada vez pior.

Outras se sente culpadas, acreditam que provocaram, fizeram por merecer, que permitiram. Sentem vergonha de contar, de dividir com alguém, têm medo do julgamento, do que as pessoas vão pensar, e quando existe sentimento, se preocupam com o cônjuge, não fazem nada, para protege-lo. Por não conseguirem enxergar que essa relação não é saudável e que precisam de ajuda. E quanto mais tempo elas levam para virar o jogo, mais difícil vai ficando, mais vergonha e culpa sentem.

E o medo, as ameaças. Depois de serem agredidas incontáveis vezes, as mulheres passam a temer do que os agressores são capazes, medo da morte, dos filhos também serem agredidos, se precisarem fugir, e se esconderem, de serem encontradas, obrigadas a voltar, e serem novamente agredidas, talvez com mais violência ainda. Se sentem coagidas. E por medo também não denunciam, têm medo da repercussão disso, os homens violentos não vão aceitar isso, irá existir represália, e sabemos que com o sistema prisional atual, e com os presídios lotados, se esses homens forem presos, não vão ficar muito tempo, e quando eles saírem, elas temem por sua segurança, e da família.

As vítimas de violência precisam de apoio, de alguém que a escute, não julgue, que mostre a elas que não estão sozinhas, que têm com quem contar, que uma nova vida é possível, que elas podem, são capazes, e merecem ser felizes. Precisamos libertar essas vítimas, trata-las com o amor e respeito que merecem. Esperar que elas despertem, claro podemos auxiliar, mostrar, mas não podemos forçar, cobrar, ou acusar. Elas já sofrem pressão de mais, sejamos o amparo, e quem sabe juntos construir um novo futuro.

           Beij0s e até segunda, vou contar um pouquinho da minha profissão, a prótese dentária.

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