Não é fácil, claro que não é. Arrisco dizer que é a tarefa mais difícil da minha vida. Ser mãe é uma jornada louca e doce. Minha mãe costumava usar a expressão, “padecer no paraíso” e hoje sei bem do que ela estava falando. 

Mas disso, todas nós sabemos. Hoje quero falar da beleza das descobertas e do desabrochar do desenvolvimento dos nossos tesouros. 

As férias acabam sendo uma loucura. Período em que queremos fazer tudo ao mesmo tempo, aproveitar, ser plenamente feliz, melhorar como pessoa, usufruir de alguns dias de descanso, aproveitar cada segundo, enfim. Os filhos nos acompanham, claro.

 

Uma vez escutei uma frase e ri muito, por concordar plenamente. “Mãe é a única criatura que pensa em fugir de casa e no plano inclui o motivo pelo qual ela pensou em fugir”. Irônico e verdadeiro. 

Decidi que nessas férias faria diferente e me doaria inteiramente ao meu filho. Ele precisa disso e eu também, pra ficar bem comigo prefiro não tentar fazer tudo misturado e acabar negligenciando ele. Organizei meu tempo e trabalho nos períodos em que ele dorme ou desenvolve alguma atividade sem a minha presença. 

Estou tão orgulhosa de nós dois. Foram tantas descobertas, tanto desenvolvimento… Brigas, claro, sempre precisamos educar e impor limites, faz parte e talvez seja exatamente isso que torna a tarefa tão complicada. Seguimos. 

 Ver meu filho se desenvolvendo tão rapidamente, frente aos meus olhos, me emociona de verdade. 

Tivemos vários ganhos já no comecinho deste 2019 e eu estou orgulhosa de mais dele e sinceramente, de mim também, afinal por diversas vezes me perguntei se eu conseguiria alcançar expectativas. Sim elas existe. Querendo você ou não. 

Registrando então, em dois meses intensos de convívio, entrega e muito, mas muito amor:

Ele está aprendendo a nadar, mergulhar e se jogar na piscina sem receio.

Ele faz amizades como ninguém.

Ele pede ajuda apenas quando quer fazer um charme, pois já desenvolve a maioria das atividades diárias sozinho. 

Ele escreveu pela primeira vez “mãe eu te amo” e eu não contive as lágrimas. Claro que eu auxiliei ditando as letras, mas a intensão foi dele.  

Ele chorou no último dia de aula na escola que o acolheu desde os 6 meses de vida e eu chorei junto, por perceber que estou criando um serzinho com sentimentos reais, que expressa tristeza e alegria. Ele tem um coração enorme e isso me enche de orgulho. 

 Eu sou uma mãe realizada. 

Aproveito todas as noite o aconchego do teu abraço e os teus dedinhos agarrando a minha “lelia” (apelido carinhoso para a minha orelha). Com toda a certeza você é a melhor parte de mim. Obrigada por existir e me ensinar tanto, todos os dias. 

Seguimos mais um ano escolar, cheios de desenvolvimento e histórias pra contar. 

Esse é o Antônio, o capitão do meu barco. Ele tem 5 anos.

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