Desde que nascemos, até a morte, nos relacionamos com muitas pessoas. Cada uma tem seu lugar cativo em nossas vidas, infância, adolescência, escola, curso pré-vestibular, faculdade, trabalho, enfim. De algumas nem temos como contabilizar os anos de amizade, pois simplesmente não nos lembramos do dia em que nos conhecemos.

Todos fazem parte da nossa vida, TODOS. Às vezes mais próximos, outras mais distantes, mas fazem e dividiram conosco momentos que ficam guardados em nossa memória. Amo minha memória, ela é ótima.

Há quem diga que amigos são poucos e que se pode contar nos dedos, mas eu sempre me questionei sobre isso. Sou mesmo uma pessoa de sorte, pois se contar nos dedos dos pés e das mãos, faltarão dedos, e isso é maravilhoso.

Quem sabe seja por que faltaram, desde cedo, pessoas muito importantes na minha vida. Hoje posso dizer que amigos não me faltam.

Ninguém é perfeito e esta é uma afirmativa que não podemos esquecer, principalmente quando falamos em relações interpessoais. Temos os amigos de festa que são ótimos, nos mostram o melhor deles, são animados e nos tiram da rotina, temos os conselheiros e confidentes, chamados “anteriormente” (para não dizer na minha época) de melhores amigos. Enfim, diversas classificações: os que nem sabemos onde moram, mas quando encontramos, na rua, na balada, é uma festa. Os amigos do trabalho, (sim, sempre fiz grandes amigos no trabalho) que nos proporcionam uma convivência diária e que depois custamos a ver novamente.

AMIGOS

A primeira letra do alfabeto e uma relação que dura a vida inteira.

Ainda cultivo muitas amizades de infância e juro que tenho medo de quem não as tem. Claro que gostaria de ter mais tempo para me dedicar a elas, mas na realidade acredito que muitas pessoas partilham deste mesmo sentimento. FALTA TEMPO. Mas mesmo na correria do dia-a-dia jamais esqueço dos meus amigos.

Em meio a tantas redes sociais, utilizo todas e mando pequenos recados em postagens. Elogio o cabelo, os filhos, comento sobre viagens, tiro sarro e me divirto com eles, da forma que dá. Poderia ser melhor, sim, mas é como dá. Me aproximo deles e tento não deixar nada para depois.

Digo que amo e não tenho receio disso, porque amo, mesmo, tê-los comigo e poder contar com eles é uma sorte imensa. Cada um no seu momento, com uma participação ímpar.

Amizade para mim se resume em relacionar-se com outra pessoa intensamente, e se por algum motivo a distância for a realidade que se apresenta, ao se reaproximar a relação imediatamente é retomada exatamente de onde parou, com toda a ternura, envolvimento, carinho e intimidade de antes.

E assim foi quando nos falamos pela última…

Dedico este texto a ti minha amiga Mirna Peres Verffel, uma pessoa ímpar que fez parte da minha infância como uma irmã e que jamais esquecerei. Deixas esta vida precocemente, pouco depois de nos falarmos, o que me deixou ainda mais saudosa, chocada e perplexa. Falamos como se nossa última conversa tivesse sido na semana passada, quando há anos não nos falávamos, e isso me faz ter ainda mais fé na amizade.

Obrigada por tudo que vivemos juntas, foi uma infância linda, de pés no chão, banhos de tanque e de mangueira, fugas de bicicleta, aventuras pelos trilhos, clube, sarau… nossa, quantas lembranças.

O portão na cerca que separava os terrenos das nossas casas nunca foi feito, um sonho infantil. No lugar dele um muro e uma parede foram construídos e felizmente isso me impediu de dizer o quanto admirava o seu trabalho.

Vai em paz, minha amiga, os que ficam sentiram sua falta.

Fico eu aqui pensando…

Que poder tem uma amizade, de cura e acalma o corpo e a alma.

E se nos propormos a retomar amizades? Organizarmos nosso tempo priorizando o que nos faz bem, nos completa. Com esse texto eu desafio você a retomar uma amizade que tem grande significado para você, mas que há tempos anda um tanto esquecida, esperando um tempo livre para ser retomada. O tempo é agora. Vai lá. Liga, manda uma mensagem, vale rede social, carta e sinal de fumaça. Isso vai fazer bem a vocês, muito bem.

Já estou pensando no nosso próximo encontro e no texto vou contar a vocês sobre as emoções de praticar um esporte radical. Acompanhe nosso blog. Vem ser blogueira com a gente. É gratuito e faz um bem danado.

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