Pois é estamos em outubro, mês sinalizado pela cor rosa, um lembrete, para a conscientização do diagnóstico precoce do câncer de mama. Rosa, por ser considerada uma cor feminina, e esse tipo de câncer ser mais comum em mulheres, mas sim, ele acontece em homens também. Hoje eu quero falar algumas coisinhas, pesadas, sim, mas algumas coisinhas, que muito pouco se fala sobre o assunto. A campanha é linda, são imagens lindas, textos legais, muitos eventos, a mídia aproveita, o comercio também, que duvida né?! Mas o resto do ano pouco se fala, e mesmo durante a campanha, muitas das coisas que são ditas, são falhas, e errôneas, e o assunto é sério. Entendam, não sou contra, acho super valido e importante, mas precisamos tomar cuidado para não perder o foco, acaba que tudo vira rosa, e é TUDO rosa, mas o tema em si, as vezes é deturpado, e esquecido.

 

Um diagnóstico de câncer, seja ele de mama, ou qualquer outro, ele não tem dia, hora, classe social, ele simplesmente chega, e chega chegando, vira a vida de cabeça para baixo, dá uma chacoalhada, nos coloca em pé, tontos, e diz vai, anda. E a gente sai cambaleando, aos trancos e barrancos, tenta fazer de conta que a vida segue, a gente tem seguir, mas não, nunca mais nada será igual, uma sombra negra nos assola. Minha família vem lidando com essa doença, um câncer, mas não de mama, no último ano, e não está sendo nada fácil, como se pudesse ser, procuramos manter a serenidade, a sanidade mental, mas tem horas que dá vontade de gritar, ‘está tudo errado’. Várias dúvidas vem, questionamentos, mas e se tivéssemos descoberto antes? E se tivéssemos procurado ajuda? E se o tratamento está errado? E se ele voltar? E nessa série de ‘se’ é muito fácil chegarmos à beira da loucura. Não lidei diretamente com pessoas com câncer de mama, pessoas verdadeiramente próximas, mas imagino que não seja muito diferente, mas que talvez, seja um pouco mais delicado, afinal, mexe com uma questão muito sensível da mulher, que é a aparência, perder o cabelo, o medo de perder a mama, e como nos outros casos, as temidas metástases, e a paciente além de ter de lidar com todo os prognósticos ruins, para completar tem uma baixa na autoestima, que pode agravar e muito o caso.

Sim, pode acontece com a vizinha, a prima, a amiga da amiga, mas não, não é só com os outros, pode acontecer com todos nós, é uma loteria sim, das mais cruéis, mas ela acontece, sem mais nem menos, só que nós podemos, e precisamos, ser mais rápidos que ela. Por uma questão cultural, as vezes não se tem o costume de tocar, de conhecer o próprio corpo, diziam que era feio, ‘tira essa mão dai’, só que, só vamos saber se existe algo de errado, se conhecermos quando está tudo certo, por isso a importância de nos tocarmos, de sentirmos nosso corpo, não tem nada de errado nisso, se conheça, se investigue, se curta! Essa questão do toque já foi muito debatida, e acho que vem mudando bastante, hoje já se fala mais abertamente. Mas além do toque, que sim, é importante, pode nos acusar que tem algo diferente, é imprescindível, se fazer consultas periódicas, não pode deixar para depois, tem que ser regular, quase religiosa sabe?! Ir lá, contar tudo para o médico, perguntar, mostrar… Entenda, tu vai estar na frente de um(a) profissional, para ele(a), é normal, é o trabalho dele(a), ele(a) não está ali para te julgar, ou se divertir, ele(a) está ali para te ajudar! Até o que podemos considerar bobagem, as vezes não é, na dúvida, pergunte! Só que agora vem a pior parte… Vou colocar o dedo na ferida! Levanta a mão, quem já foi no ginecologista, consultou, fez os exames de toque, coletou material, pegou a requisição dos exames, colocou na bolsa, e nunca mais lembrou? EU!!! Quem até levou lá no laboratório, mas nunca buscou o resultado? EU!!! Quem deixou vencer o prazo da requisição para os exames de imagem? Quem nunca foi na consulta de retorno levar os exames para o médico ver? EU, EU, EU!!!!! E eu sei que várias que leram isso, já fizeram as mesmas coisas.

 

Nós sabemos da importância do diagnóstico precoce, sabemos que precisamos nos tocar, que precisamos ir no médico, mas a rotina pesada, as vezes nos engole, e amanhã, é outro dia, e dai a gente faz. Só que não, amanhã, após amanhã, pode ser um mês, um ano, e pode ser tarde. Que esse mês, outubro, ele seja rosa, ou a cor que for, que a campanha seja válida, mas que não fique só na mídia, que consigamos entender a seriedade, que levemos isso para nossas vidas. Vai lá, marca uma consulta, tira a requisição da gaveta, leva o resultado para o médico, mas faça, enquanto é tempo, depois, é depois, e já não adianta. Tem cura, e quando antes descoberto, maiores são as chances. Nós estamos sempre cheias de tarefas, mas sem nós, elas são só tarefas, sem sentindo algum, então se coloque em primeiro lugar, se cuide, se dê a verdadeira importância, se ame. Somente quem se ama, e se cuida, pode amar, e cuidar dos outros…

 

Se toque, se cuide, se curta… Se ame!

 

Bom pessoal, esse é o meu recado, saúde é coisa séria, e precisamos por em primeiro lugar, arruma tempo, isso não pode esperar, o resto sim, é só o resto… Volto na próxima semana, como faz tempo que deixei o assunto de lado, vou tentar trazer algo sobre a violência contra mulher… Uma boa semana para vocês, beijos e até quinta…

 

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