Você sabe quem é e de qual forma o hormônio da Ocitocina age em seu corpo?

A ação da ocitocina no cérebro humano vai além das funções reprodutivas. É o hormônio das relações, que torna a pessoa capaz de se doar por outra, de se agrupar, de se socializar. É o hormônio do altruísmo, da honestidade.

A ocitocina é um nonapeptídeo – proteína composta por nove aminoácidos – descrita pela pelo pesquisador britânico Henry Daly em 1906. Pesquisas recentes no campo das neurociências revelaram que a ocitocina é a responsável pela ética nos negócios, por isto foi recentemente chamada de “A molécula da moralidade” por Paul Zack, autor de best seller sobre o tema.

O grande mistério que envolve esta molécula é sua produção e liberação. Sabe-se que ela é produzida pelo hipotálamo e armazenada em pequenas vesículas na neuro-hipófise, de onde é liberada para ação tanto no cérebro quanto em outros órgãos. Muito se tem estudado sobre fatores que influenciam a produção e liberação de ocitocina na corrente sanguínea, mas ainda existem muitas dúvidas.

A liberação de ocitocina por mulheres, durante o trabalho de parto, é ação pouco controlada pela tecnologia. Entretanto, observa-se que simples ações, como garantir privacidade e pouca interferência, aumentam a intensidade das contrações uterinas, sugerindo aumento da ação do hormônio nas fibras musculares do útero.

O que se sabe é que luz, barulho, odores fortes e quaisquer outros estímulos que estimulem o neocórtex – porção do cérebro responsável pelo raciocínio complexo dos humanos – diminuem a velocidade de progressão do trabalho de parto, provavelmente por interferir na produção e/ou liberação de ocitocina.

Com o progresso da tecnologia farmacológica, a ocitocina foi sintetizada artificialmente e hoje é utilizada vastamente na obstetrícia, como um hormônio auxiliador durante o parto. Parece maravilhoso ter este hormônio tão essencial em uma ampola, poder utiliza-lo e gozar de todos os benefícios de sua ação celular.

A ocitocina é um hormônio maravilhoso, presente no dia a dia dos humanos e muito mais presente ainda nos eventos relacionados à reprodução de nossa espécie: sexo – parto – aleitamento.  Somos capazes de produzí-la em nossos cérebros e em nossos laboratórios. O grande desafio é não atrapalhar nossos cérebros e nossos corpos com o uso exagerado da nossa tecnologia laboratorial, respeitando a beleza da fisiologia reprodutiva de nossa espécie, que funciona perfeitamente na grande maioria das vezes.

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