Bonito, o nome já diz… – BLOG DE TODAS

 

Estou aqui ainda sem saber lidar com tudo o que vi, e vivi em Bonito, Mato Grosso do Sul! O nome faz jus, é simplesmente verdade, para tudo o que se olha, se tem essa certeza, o nome foi muito bem escolhido. A origem do nome, data de 1924, quando o proprietário das terras, onde hoje está a cidade, chamou a sua vasta área de terras, de Rincão Bonito. Um lugar único, a cidade um charme, agradável, com hotéis, pousadas e ressortes, confortáveis e acolhedores. Bares e restaurantes, com atendentes receptivos, comida saborosa, para todos os gostos. E as belezas naturais, ah, essas sim, de tirar o folego, lugares indescritíveis que câmera alguma conseguiria retratar com fidelidade a tantos detalhes, tão bem esculpidos, com tanto capricho e esmero pela natureza. Uma maravilha encravada em meio a morros, uma sensação de paz, um ambiente que te convida a reflexão, e ao contemplamento.

 

 

Uma viagem, que não vou mentir, cansativa, para quem sai daqui do sul. Perdemos dois dias entre ida e volta. Saímos de Santa Maria, na terça feira a noite, dia 29 de maio, pernoitamos em Porto Alegre, nosso voo estava marcado para as 6h do dia 30. Voamos até São Paulo, aeroporto internacional de Congonhas, onde fizemos quase duas horas de escala, dali seguimos para Campo Grande, chegando mais de 11h da manhã, esperamos o transporte por terra, por mais uma hora, e depois encaramos uma viagem de ônibus de 4h e 30min, chegando em Bonito, depois das 17h, e na pousada depois das 18h. Foram doze horas de viagem, de ida, e de volta, as escalas foram ainda maiores, e saímos de Bonito as 7h e 30, chegando em Porto Alegre passando das 22h. Conversando com algumas pessoas, amigos que já tinham ido, e alguns dos guias lá na cidade, nos disseram que teria valido mais a pena ter ido de carro, mas isso é uma questão muito particular, pela questão do desgaste físico do motorista, preferências. Eu particularmente, não mudaria, continuaria indo pelo mesmo trajeto. A única coisa que eu aconselho, não façam como eu, que fui com pouco tempo, são mais de quarenta atrações, para realmente aproveitar são necessários no mínimo dez dias lá, sem contar ida e volta, e ainda assim será pouco, vai ficar muita coisa para trás, que vai dar vontade de ir, e fica aquela decepçãosinha de ter estado tão perto, e não ter conhecido.

 

A pousada que fiquei simplesmente maravilhosa, não tenho do que reclamar. Sendo que eu fiquei em um estabelecimento de um valor mediano, sem luxos e requintes, mas uma acomodação maravilhosa, o quarto simples, e confortável. A estadia incluía café da manhã, muito bem servido, com muitas opções. Na pousada ainda tínhamos internet wi-fi, piscina, churrasqueira, área verde com redes e espreguiçadeiras, mas como meu tempo era curto, não pude aproveitar de quase nada. Os funcionários muito solícitos, e sempre atentos. Na entrada está escrito, Pousada Chamamé, o charme de bonito, não vejo forma melhor de descrever. A cidade conta com muitas outras opções de hotéis e pousadas, que pude pelo que pude ver também são muito boas, para todos os gostos e bolsos! Sendo que existem vários hostels também, para quem curti esse tipo de acomodação.

 

 

Eu sou muito curiosa, quando o assunto é comida! Gosto de experimentar novos sabores, posso até vir a não gostar, mas vou conhecer para saber. Em Bonito se come muito a carne de jacaré, vários restaurantes servem, e o caldo de piranha é outra iguaria muito apreciada, comi os dois, jacaré muitos já aviam me dito que é igual a galinha, e realmente, se não falar que é jacaré a pessoa come achando que é galinha, o caldo de piranha, é um ensopadinho de mandioca com peixe, não achei nada de especial, talvez eu tenha criado expectativas de mais. Só que assim, como em toda cidade turística, a comida é muito cara, fizemos refeições que foram de R$ 40,00 a R$ 170,00 , sem nada de luxos ou sofisticações. Tem que fazer uma reserva financeira, afinal de contas, quando se faz uma viagem não dá para deixar de conhecer o que a culinária local oferece. Existem alguns passeios que são o dia todo, e que te obrigam a comer no local, o que te deixa sem opções, e nesses locais normalmente é bem caro, e não é permitido entrar nos parques com comida e bebida.

 

Os passeios em Bonito são limitados, existe um número de turista que são permitidos por dias em cada atração, então é necessário se fazer reserva previamente, não se faz nada sem guia por lá, por questões ambientais, e de preservação. O que considero muito importante, infelizmente muitos não tem consciência e acabam por depredar o lugar, e para Bonito continuar LINDO, isso está muito certo. Não pensem que vocês vão chegar na cidade, andar algumas quadras e, Oooh, uma nascente cristalina! Não! É tudo longe, em fazendas, e parques, retirados da cidade, por estradas de chão, e nem sempre boas, pode se ir de veículo próprio, mas as agencias oferecem o serviço de transporte, o que para mim é a melhor opção, além de não por o seu carro, em uma estrada ruim, não tem perdida, já que lá a internet, não funciona muito bem, e depender de Waze, ou outro aplicativo de localização não vai ser legal! Existem muitas agencias por lá, então tem várias opções, e vão te orientar e ajudar a escolher os melhores passeios, dependendo do perfil, e do tempo de cada turista. Tem opções bem radicais, e outras bem relax, para todos os gostos.

 

Dentro do pouco tempo que tive lá pude fazer quatro passeios, variando entre relax e radical. Só que eu tive muito azar, nos dias que estava lá fez frio, e choveu, fiz todos os passeios, mas não se aproveita igual né?! De todos o que menos gostei foi a praia da Figueira, eu e meu marido gostamos de estar em movimento, e lá é mais para descansar, tem opções de tirolesa, pedalinho, caiaque, stand up paddle… Mas no mais é balneário mesmo, e com chuva?! Preferíamos ter feito uma trilha… É um dos passeios que tem a necessidade de se comer no local. A comida lá, apesar de poucas opções, é barata, porções bem servidas, e bem feitas, saborosas. Uma atração que é quase parada obrigatória é a Gruta do Lago Azul, uma das poucas que é explorada pela prefeitura, uma trilha guiada, com uma escadaria equivalente a um prédio de doze andares! Sim, doze andares, são quase 300 degraus, que são irregulares, mas a beleza é indescritível, tanto que nem se sente a descida, já a subida! Eu achei bem tranquilo, mas para pessoas de mais idade e crianças não é recomendado. Esse passeio vamos dizer que é rápido, não se pode entrar, nem tocar a água, para não agredir o ecossistema, são feitas visitações em grupos, com tempo pré-estipulado, não tendo outras opções de atividades no local. É uma opção de passeio para fazer em meio turno, podendo fazer outra coisa no turno inverso.

 

Os dos passeios que mais gostei, foram a flutuação na nascente azul. O parque tem uma estrutura linda, com guias atenciosos, e uma beleza de se perder o folego, a nascente é de água cristalina, onde se pode enxergar todo o interior. Dentro do valor de entrada no parque está incluída a flutuação guiada, assim como todo o equipamento para a prática. Nada do que eu escreva vai conseguir descrever, nem as fotos, ou os vídeos, só estando lá para se ter noção da beleza deste lugar. Esse é outro lugar que se tem de almoçar lá, e não é nada barato! Mas a comida é muito boa, saborosa, tem opções. E o ultimo passeio que fiz, e que por causa do mau tempo, eu fui muito triste, desanimada, querendo desistir, foi o Eco Park Porto da Ilha, um lugar lindo, que fica no Rio Formoso, com uma estrutura impecável, super organizado, limpo, e com funcionários bem treinados. Nesse passeio fizemos a descida de bote pelo rio, gente estava muito frio! Eu estava querendo fugir… Antes de iniciar a atividade, eu estava bem chateada, quando estramos no bote, e começamos a descer pelo rio, foi muito bom, sem dúvidas o passeios que mais me diverti, e o que mais recomendo. Não é indicado para crianças pequenas, mas quem puder, faça, é muito bom. Não tenho fotos da descida, por motivos de segurança não se pode levar câmeras. Mas fica na imaginação de cada um, e vale pela curiosidade…

 

Bom mulherada, me estendi muito hoje, e tinha muita coisa para escrever, sobre esse lugar magico, só o que tenho a dizer, se tiverem a oportunidade, vão… Vale cada centavo, cada minuto da viagem, eu ainda volto lá para fazer o que não deu tempo! Na semana que vem, em clima de dia dos namorados, vou escrever sobre o amor, mas o amor de forma leve… Até quinta!

 

1 Comentário
  1. Jessica Cunha 2 meses atrás

    Obrigada pelas dicas! Íamos aproveitar a ida em Dourados e na volta passar por lá, mas acredito que ir com tempo vale muito mais a pena. As fotos estão lindas!!!

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