Carta aberta a um amor que foi embora. – BLOG DE TODAS

Sim. Esse é um momento de fraqueza. Estou me permitindo te-lo.

Eu já entendi que o melhor pra mim e o melhor pra ti é seguirmos os rumos separados.

Eu já entendi que tentamos e não conseguimos.

Que foi bom por muito tempo, mas acabou.

Mas como é difícil pra mim. Logo eu, “a destemida”, com medo de seguir sozinha. Talvez medo não seja bem a palavra, talvez seja saudade. Saudade de tudo que não vivemos.

Saudade do bom dia e boa noite amor,

Saudade da primeira pessoa que queria contar minhas vitórias e do ombro que queria chorar pelas minhas bobagens,

Saudade de quem foi por muito tempo minha melhor companhia,

Saudade da pessoa que eu me sentia livre pra falar meus sonhos mais loucos e minhas coisas mais banais.

Saudade da pessoa com quem eu fui eu mesma e me amou assim,

Saudade de “brincar de casinha” e querer fazer minhas receitas master chef, que de master chef não tinham nada,

Saudade da pessoa que me fazia ter vontade de dominar o mundo,

Saudade das piadas sem graça que riamos, só de idiotas mesmo,

Saudade das nossas viagens, do nosso sonho de conhecer o mundo.

Mas principalmente, saudade do que não vivemos.

Hoje posso ver de forma clara, como não via antes, que poderíamos ter sido muito mais do que fomos. Mas nos faltou alguma coisa. As borboletas no estômago morreram, nós cortamos suas assas. Mas sabe que sempre falamos muito em medo e eu tive. Tive medo de perder uma das poucas pessoas que amei na vida e não soube reagir de forma inteligente com isso.

No fundo eu só queria ser pra você tudo o que tu significava pra mim. Fiz errado. Tentei do meu jeito te mostrar o que eu achava que era melhor pra ti. Mas o meu melhor, não era o teu. E hoje consigo entender que você talvez quisesse um porto seguro e eu sempre fui um tsunami.

Pude entender o quão diferente e tão iguais somos. E você se permitiu conhecer coisas novas comigo, um mundo novo. Mas que talvez não fosse o teu mundo imaginado. Eu só queria te mostrar que você podia mais. Sempre me falou que tinha “travas”, e eu sempre com minha mente a mil não conseguia entender. Pra ser sincera, ainda não consigo. Tu te mostrou aberto a novas coisas e tudo que eu queria era te mostrar, do meu jeito, o mundo de oportunidades que passava pela tua frente. A pessoa que eu queria que tu fosse, não era a que tu queria ser, não era a que te faria feliz.

Talvez, se o tempo que foi utilizado com brigas tivesse sido usado para definir o que realmente queríamos eu não teria me machucado e nem te feito mal. Porque quando as regras são claras nós escolhemos jogar ou não.

Talvez, se eu não tivesse o sentimento de estar sempre te disputando com alguém eu poderia ter gasto o tempo que passei chorando te dando amor.

Talvez se tivesse se doado mais.

Talvez se não tivesse medo.

Talvez se soubesse o que realmente queria.

Talvez, talvez, talvez…

Talvez em outra vida…

Talvez, talvez não, com certeza, vou seguir sozinha. E daqui um tempo você vai ser só uma lembrança boa e ruim. Mas seguirei com a certeza de que se tenho que forçar não é meu número.

Isso tudo vai passar, mas, por enquanto, tá difícil.

 

 

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