Cometam Erros (postagem inaugural) – BLOG DE TODAS

Muito prazer aos (às) leitores (as) do “Blog de Todas”!  Esse é um post curtinho, inaugural. Um post que não é de apresentação, mas, ao mesmo tempo, é. O título dele complementa aquilo que a “capa” do “meu perfil de blogueira” nessa pequena-grande rede não quis mostrar: erros. Isso aí. Eu só comecei a escrever esse post pra dizer que quero que vocês cometam erros. Os mais impressionantes, incríveis, gloriosos, fantásticos e memoráveis erros.

Eu estava na dúvida sobre escrever aqui ou não. Daí fui lendo alguns posts, fui sentindo esse lugar, essa rede de “todas”, das mais diversas, comprometidas e (des)preocupadas mulheres… Resolvi que quero fazer parte desse “todo”. Então, muito prazer, vou tentar escrever uma vez a cada quinze dias, pelo menos. É claro que isso é um erro. Tenho uma tese pra fazer, um filho de três anos pra criar, uma mãe que acabou de perder o marido pro câncer pra consolar, amigos carentes pra conversar, um amor pra incentivar. Todas vocês têm. Eu vi isso nos posts. Mas, esse é um lugar pra falar sobre isso. E eu não quero falar dos meus acertos, das coisas incríveis que faço todos os dias. Das coisas trabalhosas, cansativas e que me sugam que eu tento acertar todos os dias. Quero falar de erros. Quero contar um pouco do meu dia. Da minha noite. Da minha vida. Das nossas vidas.

Percebi muito claramente que “todas” sou eu. A individualidade que me torna única é comum a todas nós que, aqui estamos, “gastando” alguns minutinhos pra tentar conversar com a outra. Ou, com o nosso próprio eu. Por isso, peço a “todas” vocês que cometam os mais inusitados erros. E orgulhem-se deles. Eu acredito muito neles. Eu acredito muito que são os nossos erros que transformam a pálida tela sem graça da vida humana em uma obra de arte mágica, cheia de tons não nomináveis.

Meu objetivo aqui é contar um pouco dos meus (nossos) erros e pedir que vocês se coloquem no meu lugar. Quero que comentem sobre os meus e os seus erros. Ou, eu posso estar errada e ninguém aqui comete erros. Afinal, tanto achamos que estamos fazendo certo o tempo todo, mesmo que nos julguemos nos nossos próprios tribunais de exceção.

Justificamos os nossos erros com mil argumentos. E olha que os meus são bons. Eu sempre tenho um motivo pra me atrasar. Poxa, sou mãe de menino pequeno. Ele resolveu que queria se sujar todo bem na hora de sair. Eu passei um tempo olhando ele dormir e não tive coragem de acordar de manhã, daí, atrasei um compromisso importante. Eu não o levei na escola por três dias seguidos (três???) porque tinha que ficar “cuidando dele”, afinal 37.8 graus celsius “é febre”. Aproveitei e peguei um atestado de acompanhante de criança no médico pra “matar” o trabalho. Só pra passar umas manhãs e umas tardes cheias de compromissos com o mundo pra ficar com esse pequeno ser que eu nem sei o que vai se tornar. No meio disso tudo, eu me arrependi, afinal, ele nem estava “tãooo” doente assim. A tal febre nem era  exatamente uma febre, nem se repetiu, era só um “incomodozinho” por conta da temperatura bizarra da cidade em que eu moro. Além disso, no meio do período que eu resolvi sair do mundo real com a melhor justificativa de todas (ser mãe e o filho precisar de mim), ele foi malcriado, pintou as paredes, bagunçou tudo e não guardou, não quer fazer xixi e cocô no vaso sanitário de jeito nenhum, não quis tomar banho, não quer sair do Ipad, chorou de manhoso, não quis sequer comer aquele almoço saudável que eu fiz pra ele. Mas, sabe do que mais? Eu fiquei três dias sem fazer nada que não fosse ficar com esse filhote que eu amo mais que tudo e isso simplesmente serviu pra ficar três dias comigo mesma. Sem ter obrigações com o mundo, sem ter que dar satisfações. Olhei séries que estavam atrasadas no Netflix, passei uma máscara na cara e no cabelo, arrumei a casa (AS ROUPAS, NÃO – eu não consigo vencer as pilhas de roupas que eu lavo jamais – se identifiquem, “migas”), às vezes ele chorou e eu ignorei porque estava no celular fazendo alguma coisa que eu sequer lembro agora.

Muitos erros. Erros fantásticos. Depois desses três dias em “off” eu simplesmente estava feliz. Não é fácil não (se sentir feliz). Mas, olha, acho que preciso cometer mais esse tipo de erro, pelo menos uma vez por semestre. A real life não é fácil. A vida de “todas” não é aquela que planejamos nos nossos melhores momentos da adolescência. Mas, lembrem-se disso: a vida é como “A FORÇA” dos “Jedi” do Star Wars. Não se trata de um poder individual, não é sua nem minha, é o perfeito equilíbrio de todas as ações retalhadas que formam aquilo que sentimos todos os dias. Por isso, quebre as regras. Transcenda. Não se limite. Não há limites para cometer aquilo que chamamos de “erros”.

….

Pois é, escrevi demais no meu “post” inaugural (que era pra ser curto). Entupi de links (olhem, olhem, pfvr). Só foi um pequenino erro. Desculpem aí. Mas… já que chegaram até aqui, fica a dica (também vou dar dicas de coisas que gosto aqui): Comprem o livro “Erros Fantásticos” do Neil Gaiman. Não é pra vocês. É para que vocês presenteiem alguém que precisa cometer mais erros (óbvio que existe alguém assim na sua vida). Eu comprei pra dar pro meu filho quando ele tiver uns 13, 14 anos. Foi inspirado num discurso de formatura que ele escreveu quando convidado por uma turma de formandos da Universidade da Filadélfia (EUA) em dois mil e pouco.

Até outra hora, permitam-se errar nesse “meio tempo” <3

(e podem me chamar de Angie)

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