Oii, leitoras lindas! Tudo bem com vocês? No post de hoje eu vou contar pra vocês um pouco mais da minha história. Como foi para a minha família descobrir a minha doença e toda a adaptação.. Espero que vocês gostem! <3

Então, vamo lá!

Antes de eu nascer, após 7 anos de casados, meus pais tiveram minha irmã mai velha, Bárbara. Em dezembro de 1997 minha mãe engravidou de mim.

Ela demorou uns 4 meses para fazer o meu pré – natal. Na gestação da minha irmã ela teve vários problemas nos 9 meses inteiros, entre eles a pré – eclampsia, e na minha gestação tava saindo tudo tão bem que ela relaxou no ínicio. Finalmente, no 4° mês, ela fez a ultrassonografia inicial. Durante o exame, o médico demorou bastante e minha mãe achava que era porque ele já queria mostrar o sexo do bebê e não conseguia, mas no final do exame o médico chamou só meu pai para conversar e demorou um bom tempo. Ele pediu para meus pais fazerem outro ultrassom, mas agora com doppler, um tipo mais avançado em diagnósticos. Minha mãe foi fazer esse exame e novamente demoraram bastante examinando. O médico tornou a conversar somente com o meu pai e minha mãe já ficou preocupada, mas de uma maneira geral até achou normal. Finalmente uma notícia boa entre todo esse suspense: seria outra menina. A alegria tomou conta da casa novamente. A Bárbara só agradecia ao Papai do Céu pelo “presente” que Ele estava dando para ela.

E então começou a escolha do nome. Minha mãe sempre teve o nome “Valentina” na cabeça.

Ela achava um nome lindo e, como o nome mesmo já dizia, significa alguém que é “valente”, “forte”, “vigorosa”, “cheia de saúde”,“cheia de vida”. Por sorte, toda a família adorou e então ficou decidido, Valentina seria meu nome!

Após os primeiros exames, meu pai disse para a minha mãe que queria conversar antes com o ginecologista, marcar para que ele me recebesse no parto, e que na próxima consulta com o obstetra ele queria ir junto, acompanhar tudo. Minha mãe achou super estranho todo esse comportamento, afinal meu pai nunca foi ligado para esse tipo de coisa. Na 1° gestação meu pai não teve esse cuidado grande com ela, não se preocupou. Ela resolveu deixar para lá, não dar muita importância para uma coisa boba.

No dia da consulta, o médico, que era a pessoa mais tranquila do mundo e que já conhecia meus pais, foi falando tudo com muito cuidado. Com a minha mãe estava tudo bem e com a gestação também mas que, eu, logo após o meu nascimento, teria que passar por uma cirurgia na coluna, pois eu nasceria com um problema que precisaria de correção. Finalmente então acabou o suspense todo que estavam fazendo para a minha mãe. Para ela foi uma notícia devastadora, naquele momento ela perdeu o chão. Ela costuma dizer sempre que existe um divisor na vida dela daquele momento para atrás para aquilo que ela viveu enquanto eu era pequena e o que vive até hoje.

Meus pais foram então procurar um neurocirurgião, pois teria que ter um especialista na equipe de médicos que me receberia e operaria. Meus pais são da área da saúde, então logo perceberam que minha situação não era pouca coisa, era bem grave. O Dr Ricardo Teixeira, especialista em neurocirurgia, explicou para os meus pais a doença que eu viria a ter quando nascesse, chamada mielomeningocele, que no meu caso lesionou a coluna lombar, uma deformação das vértebras com complicações neurais e, consequentemente, motoras. Entretanto, ele ressaltou que a extensão da doença ele só poderia confirmar após meu nascimento.

“A mielomeningocele, também conhecida como espinha bífida aberta, é uma malformação congênita da coluna vertebral da criança em que as meninges, a medula e as raízes nervosas estão expostas. Mielomeningocele é o tipo mais comum e também a mais grave de espinha bífida” – (http://www.minhavida.com.br/saude/temas/mielomeningocele)

 Minha mãe deu entrada na maternidade do Hospital de Caridade dia 19 de agosto de 1998. No dia seguinte, ás 9:20 da manhã, pesando 3.250 kg, enfim eu vim ao mundo!

Logo após o meu nascimento me colocaram ao lado da minha mãe para ela me ver rapidamente, porque eu já tinha que ir direto para a incubadora por causa da lesão nas costas que era externa na altura da coluna lombar, corria risco de infecção hospitalar e, portanto, após as 12 horas de vida já teve que ser feita a minha primeira cirurgia de correção. Da cintura para baixo com alto grau de comprometimento, quadris luxados, pernas sem flexibilidade alguma e pés bem tortos.

No dia seguinte, a cirurgia para colocar a válvula da cabeça durou quase toda a manhã e quando terminou o neuro foi explicar toda a situação dali para frente: eu seria uma pessoa paraplégica, sem movimento algum da cintura para baixo, para toda a vida ou até a medicina achar alguma forma de reverter o quadro.

No cérebro eu só desenvolvi uma hidrocefalia, porém sem sequelas neurológicas, com a minha capacidade mental totalmente preservada, mas mesmo teria que fazer outra cirurgia para colocar uma válvula na cabeça após 3 dias, para prevenir complicações futuras.

Depois de alguns dias, passada a minha segunda cirurgia, enquanto minha mãe foi para casa eu fiquei internada ainda por uma semana. Quando eu consegui ir para casa eu já tinha 15 dias de vida e a partir dali iniciou uma rotina totalmente nova para toda a minha família. Vieram outras novas cirurgias, sessões de fisioterapia, exames semanais, consultas qualquer horário do dia, da noite ou até da madrugada e muito mais. Minha irmã não saia do lado do meu berço, tinha uma preocupação absurda comigo.

O que nem de perto era esperado vindo de uma criança de apenas 5 anos.

Os dias, os meses foram passando, eu fui crescendo e minha condição física apresentava cada vez mais uma melhora, e isso era motivo de comemoração para a família.

Apesar das melhoras, para os meus pais era muito difícil entender, aceitar que eu não ia dar os tão esperados primeiros passinhos, nunca ia poder correr por uma pracinha ou até mesmo aprender a andar de bicicleta.

O tempo foi passando, situações inesperadas acontecendo mas com elas todos foram aprendendo a viver de uma maneira diferente. Com o tempo meus pais foram aprendendo a como lidar comigo, saber a como me ensinar a lidar comigo mesma, com as dificuldades que eu iria ter, com o preconceito que eu ia passar, mas sempre feliz, de boas. È isso então, meninas! Contei um pouquinho mais de mim, como foi a descoberta dessa doença, como meus pais lidaram e como foi meu processo de aceitação e adaptação.

Espero que vocês tenham gostado do post de hoje. Os próximos posts serão a continuação da minha história, vou contar todos os detalhes pra vocês… 

Se você gostou desse post de hoje fiquem de olho que logo, logo, tô aqui de volta! Beijão, meninas, que Deus abençoe vocês e até a próxima! <3                                                                      

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