Passei vários dias pensando em um assunto para escrever aqui. Normalmente tenho uma imaginação que nunca me abandona, mas aqui tive bloqueios.
Então comecei a procurar culpados; meus pais, que estão de férias na minha casa e mudaram minha rotina. Meu filho de três anos, que se encontra na “adolescência do bebê” segundo seu pediatra. Meu marido, que parece não entender meus dilemas. Minha atual dieta sem glúten e lactose, imposta por intolerância dois meses atrás e por fim, uma gravidez nada planejada de cinco semanas. Vi os dias passando, o prazo diminuindo e o bloqueio aumentando!
No ápice da minha tentativa de coroar o verdadeiro culpado, me dei conta da verdade. Nenhuma das opções citadas estava me bloqueando e sim o medo!
Com esta constatação, mergulhei em intensa análise interna e quis saber: “de onde nasce o medo”?
O medo nasce semente pequena, germinado nas expectativas que criamos. Nutrido pela espera da aceitação alheia, esquecendo-nos totalmente da Lei de Pareto (escreverei sobre ela em breve). Regado pela ansiedade de possíveis aplausos. E em ritmo acelerado vemos o medo, outrora semente, criar raízes profundas, se instalando nos recantos mais pueris e heroicos de nossas almas, nos fazendo estagnar, não indo em busca de nossos sonhos. Neste triste momento pensamos erroneamente que a coragem nos abandonou, quando na verdade, lá está ela, só esperando um suspiro mais forte para se revelar.
Temos manias por regionalismo, modinhas impostas por novelas globais, entre outras tendências, a mudar a essência das palavras, dando total desmerecimento para a etimologia.
Com esse blá blá blá, quero dizer que confundimos a coragem com impetuosidade, que tem um quê de imprudência. Coragem, coraticum do Latim ( COR= coração ATICUM = ação), nada mais é do que agir com o coração. Então, se temos coragem em nossas ações não devemos criar expectativas, muito menos esperar aceitação. Devemos fazer o que precisa ser feito dando o nosso melhor. Qualquer atitude pautada no amor (que “habita” o coração), dificilmente sai mal feita, ou passível de críticas negativas.
E no último dia, embriaguei-me de coragem, fazendo meu medo reduzir-se a micropartículas e eis me aqui, divagando para vocês.
Com essas frases, não quero dizer que não devemos sentir medo, ele é peça fundamental para nosso desenvolvimento e saber nossos limites, mas não precisamos fazer dele um mega monstro, que nos corrompe as vontade. O medo acaba tendo o poder que lhes damos, ou não significar nada, se assim o desejarmos.
Toda manhã, ao acordarmos, precisamos tomar generosa dose de coragem para encarar a vida. Dessa forma, além de não nos maltratarmos  com angustias e ansiedades, teremos o olhar mais empático para com os demais e muito mais sororidade entre nós, mulheres fortes e aguerridas que somos.
De onde nasce o medo? Se responda e vá logo “lá”, arranca-lo pela raiz, antes que floresça e dê frutos.
Eu arranquei o meu, por isso estou aqui, escrevendo essa miscelânea de palavras, até um tanto desorganizadas. E essa corajosa e nova blogueira sou eu; Valeria Machado! Filha, Irmã, Mãe, Esposa, Amiga, Coach de relacionamentos, analista comportamental e arquetípica, e portadora da bandeira do Empoderamento Feminino, ao dispor de todas vocês!
Um brinde a nossa coragem!!!
0 Comentários

Envie uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

*

FALE CONOSCO

Nos envie seu um e-mail e nós retornaremos para você, o mais rápido possível.

Enviando

©2019 BLOG DE TODAS desenvolvido com muito amor.

Fazer login com suas credenciais

ou    

Esqueceu sua senha?

Create Account

Pular para a barra de ferramentas