Devido ao parto prematuro de mais ou menos 7 meses que afetou a coordenação motora, começou aos 6 meses de idade fazer fisioterapia, e faz até hoje. Fez também outros tratamentos como eco terapia que frequentou por 3 anos.

Nossa rotina na semana era pegar dois ônibus para chegar no local onde fazia a fisioterapia. Priorizava muito seus tratamentos, com chuva ou sol, éramos assíduos. Em uma das idas ao consultório com 2 anos de idade o médico deu o seu veredito. O meu filho não iria caminhar e nem engatinhar, somente se arrastar pelo chão. Quando ouvi o relato do médico fiquei em estado de choque, sem palavras não consegui assimilar o que estava ouvindo, simplesmente peguei o meu filho, os dois ônibus e fomos pra casa.

Desabei, chorei muito. E me perguntava: E agora o que eu faço? Depois de me recuperar comecei a pensar em uma saída. Tinha esperança que haveria uma porta aberta. Não prolongo os dias maus, até porquê Deus não me permitia ficar presa naquilo que não deu certo, tinha que tocar o barco.

Então, analisei toda situação. Como estavam sendo os rendimentos na fisioterapia e o que poderia ser feito para melhorar. Sempre com Fé em Deus, acreditava que as coisas iriam se ajeitar. Conversei com os familiares a respeito, que precisávamos trocar toda a fisioterapia dele, pois eram eles que nos ajudavam também com o apoio financeiro, as duas famílias se desempenhavam muito para vê-lo bem. Graças a Deus nos sentíamos abençoados por ambos os lados, afinal, não tínhamos recursos.

Então, começou a fazer hidroterapia, realmente meu filho não mudava os passos, só se arrastava. Mas com o trabalho desenvolvido pelos belíssimos profissionais, a colheita veio.

Nossa! Foi o somatório de tudo junto, fisioterapia, fé, esperança, amor, e bom ânimo, que começou a trocar os passos e voava engatinhando, isto com quase 3 anos. E foi com muita, mas muita persistência mesmo, todos os dias estimulava a marcha dele e ainda continuo a estimular. Como subir e descer escadas, também se assegurava no portão nas grades, e teve uma época que usava o triciclo. Mesmo com tantos afazeres e responsabilidades durante o dia, não abro mão da estimulação e da fisioterapia.

Creio que ao longo do percurso Deus vai capacitando, fortalecendo, acolhendo, dando percepção e sabedoria quando é hora de mudar o tratamento. Agradeço demais por todos os profissionais que já passaram nestes 18 anos pela vida do meu filho. Até mesmo por este médico que falou: “…ele não vai andar”. Porque foi isto que me alavancou, fez com que me dedicasse ainda mais, não me acomodasse perante as dificuldades e sim lutar.

Hoje com 18 anos caminha com auxílio de um andador, faz trajetos curtos de andador em casa(vizinhança), e cadeira de rodas quando sai na rua e escola. Para mim é uma grande vitória, e se for da vontade de Deus, qualquer situação pode ser modificada.

Não desista do seu percurso, porquê recebeste um resultado, “não tão bom assim”, as coisas podem mudar, de o melhor de si, você irá obter resultados extraordinários. E se por acaso não reverter, não fique triste, porque mais vale tentarmos do que cruzarmos os braços.

Descanse se for preciso. Todo o esforço é válido e com certeza aprenderemos a lidar com o novo.

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” Eclesiastes 3:1

Força e determinação,até breve!

Beijos!

1 Comentário
  1. Jessica Cunha 4 meses atrás

    Que bela história! A vida é isso a cada queda ter mais força para levantar e seguir e um dos propósitos de vocês é ser exemplo para outras pessoas com histórias parecidas e também com histórias diferentes, pois a fé, a garra, o ânimo para seguir é preciso em qualquer circunstância.

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