Talvez, o que falta no mundo é a ação (nem que seja mental) de cada um se colocar no lugar do outro.

Digo isso porque as pessoas estão sempre prontas a julgar e condenar alguém, conforme os seus próprios fundamentos, sem levar em conta que o que é bom para si pode não ser para alguém mais. E, muitas vezes, não é mesmo.

Quando vejo alguém que praticou um ato violento, hoje em dia, eu penso em como foi tratada essa criança que vive dentro desse agressor. Nada justifica a violência e longe de mim dizer que não deve ser punido ou sofrer as consequências cabíveis ao que fez.

Apenas, penso na criança, que pode ter sido espancada e não aprendeu diferente como lidar com as emoções. Abandonada a sua própria sorte, sem apoio, orientação ou amparo de alguém. Sem amor, que não há dor maior, acredito. Ignorada na sua essência, obrigada a viver e agir contra tudo o que sentia, no inocente coração, pelo desprezo, dilacerado. Violentada, agredida, deprimida. E não sabe como fazer diferente. Nunca viu, nunca recebeu nada, menos que nada.

Eu penso na criança interior, que morreu ainda na infância, tendo que se reinventar para sobreviver.

Quando coloco essas palavras, penso em mostrar que há o lado que ninguém vê, que ninguém está interessado. Não há brilho, nem glamour.

Na verdade, muitas vezes em que julgamos uma colega de trabalho rabugenta e sempre mal humorada, que é estúpida com todos, nunca perguntamos pelo que ela passou até aqui.

Quando reclamamos que as pessoas não nos entendem, jamais paramos para pensar em quantas outras também se sentem assim em relação a nós.

Uma vez, em um curso de autoconhecimento, eu vi uma foto de uma menina de três anos espancada no rosto e corpo pela própria família. E as perguntas que a palestrante propunha para a reflexão eram:

– Que tipo de ser humano faz isso? E que tipo de mulher essa menina vai se tornar? Ela entende família e amor como você entende?

Esse texto não é leve, como eu faço de costume e gosto tanto. Não é de empoderamento, embora seja possível tirar uma boa lição com os erros dos outros, mas sim de EMPATIA!

EMPATIA GENUÍNA em que, se colocar na vida de alguém, buscar ver essa vida com outro olhar, pode fazer toda a diferença no resultado, pois se você consegue perceber e respeitar essa dor, está ajudando muito mais profundamente do que seus olhos podem perceber.

Acredito ser relevante essa reflexão e sinto muito se não foi agradável ou divertido pensar nisso.

Desejo que a Justiça seja sempre feita com quem pratica a violência, pois, como seres pensantes que somos, sempre temos a opção de não agir contra alguém. E também desejo que sejamos tolerantes nos julgamentos precipitados ou incompletos, sendo pessoas melhores que ontem e piores que amanhã.

O mundo tem as cores que a gente pinta! E a força está lá dentro!

Abraço no coração,

  • Dani Limberger Coach.
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