Outro dia o Estevão olhou para mim e disse: mãe! sabia que a fé não precisa ser grande? Eu respondi: sim, sabia, ela precisa ser do tamanho de um grão de mostarda, bem pequenininho. Ele me olhou, do tipo, hum! vou pesquisar como é essa tal mostarda.

Isso fez eu lembrar de alguns momentos que passei. Sabe! as vezes eu duvidei se realmente eu tinha fé, o que leva uma pessoa ter ou não, essa tal fé. Cheguei a algumas conclusões, acho que cada pessoa tem a fé na medida certa, segundo o que Deus nos permite. O que de fato me levou a essa dúvida foi a doença que tenho.

Em 2016 quando fui diagnosticada com SDT ( Síndrome do Desfiladeiro Torácico), em seguida fiz uma cirurgia, algumas semanas depois eu pedi para Deus que me curasse e que eu não sentisse mais dores. Quando eu me rendi as Senhor e pedi a cura, uma voz lá no fundo me disse que  não era hora. E naquele momento eu entendi, minha oração foi ouvida e respondida, mas eu teria que esperar, pois na hora certa as coisas iriam ficar bem, quando será a hora certa? Eu não sei, mas sei que é a hora que Deus quer, pois Ele tem o controle da situação. Eu descasei!

Teoricamente isso é um assunto que interessa a mim e a minha família, eu sei que muita gente quer o meu bem, que quer ver o poder de Deus, e esse meu “descansar” gerou alguns desconfortos em pessoas  que conviviam com nós. Alguns diziam:

” Tenha fé, Jesus vai te curar!”

“Vou orar, pedindo ‘a Deus que traga cura para sua vida.”

“Em nome de Jesus, eu ordeno que essa dor suma agora!!!!!!”

Quando mudamos para Cascavel PR, começamos a frequentar uma igreja e contamos um pouquinho da nossa vida para o pastor, no segundo ou terceiro culto ele me perguntou como eu estava; eu respondi que estava com dor, então ele me ungiu dos pés a cabeça e orou, quando acabou a oração ele perguntou: ”  E aí, tá curada? eu disse: Não!

Para algumas pessoas eu explico o que eu sinto no meu coração, que Deus já falou comigo sobre a cura que pedi, mas à outros, eu não perco meu tempo, pois eles não entenderiam.

Eu aceito quando as pessoas dizem que oram por mim, ou que irão orar, não sou tola. Mas tem pessoas que não entendem o meu posicionamento em relação a doença que tenho. Eu oro pedindo forças pra aguentar os dias maus, faço minha parte, busco especialistas, tratamentos para aliviar as dores. No inicio eu confesso que me sentia pressionada, achava que deveria fazer mais; mas fazer mais o quê? Cheguei a conclusão que, o mais que eu deveria fazer é acreditar que a voz que falou comigo é real, eu estava atrás de cura e o Senhor me consolou e me deu esperança. ” Eu vou te curar, mas não agora.”

A única dúvida que ainda tenho é: quantas curas eu preciso? Esses últimos anos foram diferentes, eu tenho aprendido a depender, não só de Deus, mas do meu marido que tem sido o meu porto seguro, o meu cuidador, parceiro, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Aprendi também que quando estamos buscando algo diante do Senhor, não podemos duvidar da voz que escutamos, muitas vezes até parece que é loucura, mas as coisas de Deus são loucuras, e a voz é real.O amor de Deus as vezes dói, pois não estamos acostumadas a pedir uma coisa e receber outra, mas essa outra vem junto é inevitável aprender sobre o amor de Deus sem sentir um pouco de dor.

Mesmo que minha dor não vá embora, hoje eu sei que Deus está absolutamente no controle e Ele sabe o que vai ser bom para mim.

 

 

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