Oi gente, hoje eu estou aqui pra falar um pouco sobre coisas que muitas vezes acabamos idealizando na maternidade, mas que na realidade nem sempre ocorrem como planejado. Arrisco dizer que é difícil uma mãe não idealizar, pois desde aquele exame positivo vem em nossas mentes um turbilhão de sentimentos e planos.E assim é impossível não idealizar nem que seja um pouquinho.

Sonhamos com o bebê, anseamos por saber o sexo e assim planejar o quartinho, a decoração, comprar as roupinhas, escolher o nome. Buscamos informações sobre o parto, amamentação, sobre ritual do sono, introdução alimentar, qual o melhor tipo de berço, banheira, carrinho, bebê conforto, bolsa, cadeirinha de papá, pesquisamos e formamos nossa opinião e assim tomamos nossas decisões.

Na prática da maternidade eu aprendi que nem tudo que eu idealizo vai acontecer ou funcionar com meu bebê, mas o mais importante é buscar fazer o nosso melhor dentro das opções que temos. As coisas podem ocorrer de uma maneira diferente daquilo que idealizamos, e por vezes isso pode trazer frustração.

Mas precisamos ter em mente que bebês não são robôs, o que funciona para um não necessariamente funcionará para o outro. Podemos ouvir conselhos e palpites (e serão muitos), mas testá-los e colocar em prática é algo que cabe a nós avaliarmos se aquilo vai ser bom dentro da nossa realidade e individualidade do nosso filho.

Quando o bebê nasce, junto dele nasce o instinto materno, uma mãe sabe o melhor para o seu filho e sempre vai querer fazer de tudo para o ver bem.

Vou dar alguns exemplos meus…

• Parto: Idealizei um parto natural para esperar o tempo do meu bebê, mas não pude e assim tive que partir para uma indução, que não foi bem-sucedida e eu acabei numa cesárea.

• Trabalho: queria retornar apenas quando meu filho completasse 1 ano, mas precisei voltar quando ele tinha 5 meses.

• Amamentação: pretendia amamentar exclusivamente até os 6 meses e não queria que meu filho usasse mamadeira para não ter desmame precoce. Por conta do meu trabalho ele precisou tomar mamadeira e eu tive que inserir frutas com 5 meses porque ele mamava muito pouco na mamadeira e em todas outras maneiras que tentei (colher dosadora, copo de bico rígido).

• Leite: Não queria que meu filho tomasse fórmula, precisei dar NAN no hospital e mais umas 2x em casa no início. E quando voltei a trabalhar queria ordenhar o meu leite e oferecer apenas ele na mamadeira, depois de 3 meses fazendo isso acabou ficando bem difícil por vários motivos e acabei optando por deixar a fórmula pra ele tomar quando estou fora.

• Instrução alimentar: acho o método BLW (Baby Lead Weaning – Desmame guiado pelo bebê) fantástico e queria usar só ele, porém, não deu certo usar apenas ele, então alguns tipos de alimento eu ofereço dessa forma e outros não.

• Sono: gostaria que meu bebê aprendesse a dormir sem ter que ser mamando, já se passaram quase 10 meses que ele nasceu e eu ainda não consegui mudar isso, porque no peito ele dorme muito rápido e quando tento de outra forma é muito mais difícil e junto vem muito muito choro.

Essas são só algumas coisas do meu primeiro ano de maternagem, com certeza ao longo dessa vida terão mais situações que serão diferentes do que eu idealizei. Quando isso acontecer não quer dizer que eu ou você somos mães ruins e falhamos, apenas quer dizer que nós não temos o controle de tudo. Quer dizer que nós podemos nos preparar, fazer planos, muitos deles acontecerão como planejamos, outros não e continua tudo bem, vida que segue!

Somos mulheres, somos mães, buscamos o nosso melhor, estamos fazendo um bom trabalho!

Devemos nos unir, ter e ser rede de apoio, incentivar umas às outras, compartilhar bons conselhos e dicas, elogiar, ser ombro amigo, trazer palavra de bênção e consolo…tudo isso faz a diferença e faz a caminhada materna ser mais agradável!

E agora finalizo com alguns conselhos…

• Para as mães de primeira viagem: tenham paciência consigo mesmas, busquem informação, tomem suas decisões baseada naquilo que julgam o melhor para seus filhos, relevem quando não der certo, busquem outro caminho, o mundo não vai acabar!

• Para as mães a mais tempo: tenham empatia pelas mães mais novas, não dêm palpites autoritários e furados achando que eles são verdade absoluta só porque vocês tem mais experiência, sempre fizeram assim, “deu certo e ninguém morreu”. Vivemos na era da tecnologia onde o conhecimento científico tem muito a acrescentar, temos acesso a essas informações e sim faremos muitas coisas diferentes das nossas antepassadas e isso não será besteira, nem modinha, são decisões baseadas em evidências. Saibam aconselhar de maneira agradável!

Lembrem-se que a maternidade é que nem a minha foto, a expectativa pode ser bonita, arrumada e aparentemente sem defeitos. A realidade é sem maquiagem, sem retoques, não tão bonita quanto o idealizado, mas é a vida real e nem por isso deixa de ser feliz!

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