Vivemos uma época de intolerâncias, para todos os lados vemos as pessoas destilando seus ódios, seus preconceitos, sua ignorância. Nas redes sociais as pessoas aproveitam o espaço para atacarem quem, e o que quer que seja. Acham que estando na intimidade do seu lar, apenas com o smartphone podem sair julgando tudo, e a todos. As redes sociais nos proporcionaram muitas coisas boas, e ruins, eu sou adepta e adoro, mas também nos permitiu conhecer várias facetas diferentes das pessoas, facetas essas que muitas vezes elas deixavam escondidas, no fundo da sua personalidade, que esse mundo virtual trouxe à tona. Ao mesmo tempo, tem que muitos criam personagens virtuais, onde a vida que se vê na rede não se parece em nada com a realidade. O ‘anonimato’ deixa as pessoas confortáveis para questionar sobre qualquer assunto, até mesmo aqueles que eles não dominam! É tanta bobagem que sai, tanta ignorância. E além de toda essa intolerância virtual, vivemos a real, onde pessoas são atacadas nas ruas pela sua raça, pela sua orientação sexual, partido político, religião, o ódio esta incontrolável, e a cada dia que passa as pessoas se respeitam menos.

 

É necessário respeitar o espaço do outro, a evolução, a escolha. Entender que não somos iguais, não precisamos ser iguais, e que é isso que faz as coisas serem interessantes. Saber se posicionar sem agredir, ouvir a opinião do outro, mesmo que não seja igual a sua, argumentar, ponderar, quem sabe até considerar, mas principalmente respeitar, e não deixar de gostar daquela pessoa, ou ficar de mal. Mas principalmente, saber não se deixar abalar, atingir, quando alguém falar, ou fizer algo que nos chateia, entender que isso foi um comportamento dela, e que a forma de reagir cabe a mim, e que posso escolher se isso me afeta, ou não, se vale a pena eu estragar meu dia, ficar mal, ou se posso simplesmente ouvir, relevar, e seguir meu caminho. Não é porque o outro se comporta de forma negativa, que isso me dá o direito, ou até me obriga a ser igual, não posso condicionar minha vida pelas atitudes alheias. Posso amar o outro, mesmo não pensando igual a ele!

 

Como quase todos os meus textos esse é de autoanalise sim, e eu já fui muito intolerante, estourada, faca na bota, como se diz no dito popular! Aquela que via alguém olhando e perguntava: ‘O que foi?’ Não levava desaforo para casa! Não tinha paciência para nada e ninguém, sempre explodindo, brigando, xingando. Mas ao mesmos tempo, estressada, chateada, triste, depressiva… Mal! Uma energia sempre pesada, alguém que carregava aquela nuvem negra, sabe? Eu não era feliz, me sentia cansada, e nunca estava satisfeita. Tudo me irritava, tomava para mim todas as reações dos outros, achava que tudo era por minha causa, tudo tinha a ver comigo, e estava sempre me afetando, com as atitudes dos outros, me importado. Não sabia me expressar, não tinha tato, não pensava antes de falar. E principalmente, me achava a detentora da razão, e é ai que nasce a intolerância, quando acreditamos que a nossa verdade é a única, e definitiva!

 

Eu me conscientizar de que eu era intolerante, e de que eu precisava mudar, até eu decidir mudar, e eu começar a fazer diferente, demorou bastante tempo, não foi de uma hora para outra, e não foi fácil. Aceitar que eu era alguém intolerante foi muito complicado, como eu disse, eu achava que tinha razão, os outros eram errados. Foram muitos fatos, muitas situações, muitas pessoas me falando, até eu enxergar. Quando eu percebi o quão horrível eu era, quando eu tive vergonha das coisas que eu fazia, surgiu o desejo de mudar, de ser alguém melhor, eu quis fazer diferente, não queria mais ser daquele jeito. Foram muitas sessões de terapia, muitas orações, muitas recaídas. Mudar, ser alguém melhor, é uma escolha, precisa vir de dentro. Mas é tão bom, é tão libertador! Hoje eu me sinto uma pessoa livre, eu não levo a vida tão a sério, não me levo mais tão a sério. Me permito ser leve… Só levo em consideração aquilo que acredito que merece, só dedico energia nas coisas que realmente precisa. Procuro não estourar, resolver as coisas com serenidade, com dialogo, gritar, reclamar, nunca será mais eficaz do que uma argumentação equilibrada e bem embasada. Saber lidar, reagir. Existem os momentos que perco o foco, que quando percebo estou chutando o pau da barraca, mas hoje já consigo ver isso, admitir meus erros, e voltar para o eixo está cada vez mais fácil.

 

O mundo precisa de tolerância, as pessoas precisam se amar mais, amar o próximo, mas principalmente a ter amor próprio, para se valorizar, e perceber que precisamos nos pôr em primeiro lugar, perceber que eu me irritando com o outro, atacando o outro, sendo explosiva, estou primeiramente fazendo mal para mim. Que quando sinto raiva por outra pessoa, ela não sente nada, mas e o quanto esse sentimento faz mal para mim? O quanto eu estou estragando a minha saúde com toda essa negatividade? Quanta energia desperdiçada em coisas desnecessárias… A paz tem que nascer no nosso íntimo, na nossa forma de encarar o mundo. E repito, é uma escolha, mas a melhor que você pode fazer! Faça isso por você, não vai se arrepender!

 

Bom mulherada, esse foi o recado de hoje, tolerância! Mas sejamos tolerantes com nós mesmas… Até o próxima semana, vou falar um pouquinho sobre a ansiedade! Beijos e até quinta…

 

2 Comentários
  1. Oi Dani. Eu acho tão chato as pessoas expondo e impondo suas opiniões de forma absoluta e agressiva nas redes sociais que eu até evito postar assuntos polêmicos pra não ter que aguentar “mimimi” desnecessários, pq realmente tem gente que perde a noção.
    Outro ponto do texto que me identifiquei foi a tolerância aos outros, por muitas vezes eu via atitudes que me irritavam e que eu não concordava, eu até conseguia não falar nada e relevar, mas por dentro aquilo tava me irritando profundamente e me fazia criar um “ranço” da pessoa, que não queria nem ver a cara mais…aos poucos percebi que essa irritação toda só estava prejudicando a mim, pq a pessoa nem sabia de nada e estava bem de boas, então eu vi que eu não podia mais sentir isso, que só fazia mal a mim. Então eu tento ser mais paciente, tolerante…isso é exercitar a longanimidade e domínio próprio que são frutos do Espírito Santo, só Jesus na causa, eu peço força e graça a Ele pra Ele me ajudar, não é facil…é uma luta, mas devemos lutar sempre pra sermos melhores não é mesmo?!

    Bjos, adorei o texto!

  2. Jessica Cunha 6 meses atrás

    Que legal! Adorei o texto. Discutimos muito sobre isso em casa, que tudo o que é negativo não trás consigo coisas boas e que bom se as pessoas fossem mais tolerantes independente do assunto. Que ao invés de criticar e ofender fosse capaz de auxiliar e transmitir amor.

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