Sobre ser mãe na adolescência, nos dias atuais já é algo mais aceitável, mas há dez anos atrás não era. Existem meninas que optam por serem mães aos 15 ou 16 anos, outras assim como eu levam um baita susto, sim um grande susto, uma série de pensamentos, medos, angústias, ansiedade, sem saber o que fazer, como enfrentar os pais, o preconceito dos colegas da escola e das demais pessoas do círculo de convívio.

Engravidei aos 15 anos de idade e ganhei meu filho aos 16, tinha tantos sonhos, planos, era tão menina e de repente precisava ser mulher, ser adulta. Precisava encarar a realidade. Como contar pro pai e pra mãe? Pessoas que sonham com um futuro brilhante pra ti! Tenho pais separados desde o três anos de idade, então foi mais difícil, pois não há diálogo entre eles, então o que eu fiz? Não contei, a única pessoa que soube foi o pai do meu filho, hoje não estamos mais juntos, mas na época foi meu amigo, parceiro e o pai mais feliz do mundo, eu desesperada (claro), mas ele feliz da vida que seria pai, ficou do meu lado na decisão de não contar (meio contrariado), porém do meu lado. Continuei indo a escola, porém já não me relacionava mais com as pessoas da escola, na hora do recreio ficava sozinha na sala de aula, as roupas curtas já não faziam mais parte do meu vestuário do dia a dia.

Você que está lendo isso agora deve estar pensando: mas como esconder uma gravidez? como que a barriga não vai aparecer? Mas gente, acreditem eu escondi a gravidez até o 7°mês, a barriga era pequena, as roupas largas e o kaká ajudou(sim ele ajudou)  me arrependo até hoje, pois deveria ter exibido meu barrigão, tirado altas fotos, ter vivido a minha gravidez, mas por imaturidade não fiz isso.

Quando minha mãe descobriu, eu contei, ela ficou feliz e triste ao mesmo tempo por não saber antes, pois disse que teria me ajudado, meu pai ao descobrir ficou surpreso, porém triste, então quando o Kaká nasceu ele ficou um bom tempo sem falar comigo, claro que hoje tudo isso já foi superado, está tudo bem. Tive apoio da maioria das pessoas, fiz os exames necessários, fui muito bem cuidada, graças a Deus a gravidez foi saudável, ganhei de parto normal, enfim aos poucos fui sendo mãe, fui me transformando e tudo se encaixando.

Hoje em dia não penso em ter outro filho, pois acho que fiquei traumatizada por não ter feito fotos da minha barriga na gravidez do Kaká, não ter curtido a gravidez como gostaria, então não penso em ser mãe novamente, ou melhor, até penso mas tenho muito medo.

O Kaká é uma criança muito amada, um filho lindo e muito tranquilo, agradeço a Deus todos os dias por ter me concedido a honra de ser mãe dele, é a paz em pessoa, carinhoso que só ele.

E sobre os sonhos de antes, eles estão sendo realizados aos poucos, tudo se ajeita com o tempo. é normal ter medo, ter insegurança diante do inesperado, ficar ansiosa, chorar e ter mil pensamentos por minuto, mas acreditem, passa, tudo passa! Terminei meus estudos, sou técnica em enfermagem e estou cursando Direito, estou lutando pra ser alguém melhor e dar orgulho ao meu pequeno.

Quero que este texto sirva de inspiração a vocês, pois independente da gravidez ser planejada ou não ela é uma benção em nossas vidas. Mês que vem meu pequeno fará 11 anos de vida, ele é meu amigo, companheiro, é quem me impulsiona a vida e me da coragem pra tudo, acredito que sem ele nada seria, nada faria sentido.

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