Bom dia Amadas!!!

 

Esse final de semana me peguei pensando em mais um episódio corriqueiro de brasileiros visitando a Europa… ou que a pouco tempo chegaram para enfrentar a vida longe do Brasil. 

Quando saímos da nossa Terra Natal, eh inevitável não termos ligações com nossos conterrâneos, sentimos falta da comida, do idioma, do calor humano, até as experiências vez ou outra são muito parecidas, motivos por quais mudamos, enfim… Vários pontos nos unem. Porém existem inúmeras situações nas quais (e possivelmente muitos de vocês ja ouviram essa mesma opinião) Brasileiros tentam manter distância dos próprios conterrâneos quando longe do Brasil. 

Explico os motivos pelos quais parte disso acontece em breve, quero porém deixar claro que tudo o que aqui expresso é somente e unicamente o meu ponto de vista quanto ao que se passa ao meu redor, minha vida, etc… nada disso quero que seja considerada verdade absoluta mas sim o ponto de vista de uma pessoa comum que vive e analisa o próprio cotidiano. 

 

Eu mesma não fui Santa. Anos atrás, com meu pensamento ainda ligado a imaturidade que eu vivia, procurava não fazer muito contato, ficar mais íntima quando me deparava com “brasileiros indagadores”. Hoje percebo que, o que faltava realmente era explicação mais clara dos questionamentos que me faziam. Eu própria, tinha as mesmas dúvidas, as mesmas perguntas na minha cabeça quando um dia cheguei aqui, a diferença era que eu resolvi aprender sobre por si só. 

A pergunta em questão, entre muitas outras que “espantam” conterrâneos, é a seguinte: 

“Mas quanto você ganha”? Entendo essa dúvida, eu juro que entendo. Infelizmente em uma sociedade parte sem muito recursos  e ambiciosa de onde viemos uma das únicas coisas que pensamos ao sair do Brasil é “fazer dinheiro rápido”. Atualmente quando essa pergunta é direcionada a mim eu digo:  

“quanto que ganho? Eu ganho a possibilidade de aprender outras várias línguas em uma oportunidade que não tive, ganho a experiência de vida em conviver com pessoas de inúmeros outros países, aprendendo sobre culturas e riqueza espiritual, ganho a liberdade de viajar aqui, ali e acola realmente sem nos preocuparmos muito com o amanhã porque a labuta é pesada, mas em dois tempos pagamos as dívidas, ganho a segurança de poder sair de casa sabendo que Graças a Deus a segurança aqui nos protege, ganho amigos que hoje os chamo de família para ter um amor mais grandioso que não esteja tão longe do coração, ganho sim também aquela dor no peito que a saudade me traz quando lembro dos meus queridos, mas que em dois tempos eu sei que logo logo estarei por lá para visitá-los, ganho a certeza de que me encontrei, de que estou evoluindo dia após dia espiritualmente com o quanto eu decidi um dia ganhar…”

 

Enfim, essa pergunta hoje para mim tem um significado tão distinto que eu gostaria e desejo que o intuito dela para quem a elabora também tenha.Nós ganhamos muito mais do que o valor físico e material, o que importa realmente é a qualidade de como vivemos essa experiência, o quanto podemos aprender, crescer e conhecer… o resto, será tudo consequências desse aprendizado. Gratidão pelo que a vida nos oferece, as pequenas coisas são a chave de um tudo para sermos felizes. Um coração grato é um imã para bençãos.

 

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