Não permita que te roubem a felicidade – BLOG DE TODAS

 

Ano novo, vida nova! Bem clichê… Mas é sempre o mesmo sentimento, nos primeiros dias do ano se tem esse sabor de renovação, de fazer diferente, de fazer certo… Só que os dias vão passando e os velhos costumes vencem, e acabamos caindo na mesma rotina dos anos passados. Dia de falar sobre a violência contra mulher, e quero abordar isso, essa tendência que temos de cair no comum, na mesmice, evitando mudanças, e principalmente evitando enfrentar os problemas, tanto nas nossas vidas, como nos nossos relacionamentos. Quando uma relação se tornar pesada, ou até mesmo violenta, e fizer que sejamos infelizes, tenhamos cautela com promessas, não deixemos que nossa vida se torne uma repetição, que o ciclo se renove.

 

Não permitamos que nos roubem a felicidade! Não aceitemos viver medindo nossas atitudes, amor verdadeiro nenhum vai nos exigir isso. Amor aceita, compreende, convive, com defeitos, qualidades, manias… Aquela pessoa que quer nos mudar, fazer de nós alguém diferente do que somos, ela não nos ama, nos idealiza! Acredita que somos obrigadas a atender seus caprichos e exigências, acaba nos sufocando, e roubando nossa felicidade. Não nos contentemos com migalhas, não sejamos válvula de escape de ninguém, muito menos segunda opção, quando não tem nada melhor para fazer… As vezes nem segunda, mas terceira, quarta, quinta…

 

Muitas de nós mulheres, e homens também, no início de um relacionamento, acabamos permitindo certas coisas, no frisson da paixão, por constrangimento, ou até mesmo carência, e com o decorrer do tempo, já não estamos mais confortáveis com isso, só que já não conseguimos mais modificar, voltar atrás, nos sujeitamos a pessoas e situações que não nos agradam, e acabamos por nos tornar pessoas amargas, sem brilho, sem vida… Infelizes! Vivemos de forma mecânica, dia após dia, repetindo a rotina de forma automática, evitando passar por certos obstáculos, deixando as caixas fechadas, já que se esbarrarmos ou abrirmos, vamos ter que resolver, então é melhor nem ver, esquecer! Mas vez ou outra, o inevitável nos pega de surpresa, e aquele problema não tem mais como ser protelado, as brigas começam a se tornar diárias, e cada vez mais sérias. Chegamos numa etapa do relacionamentos, em que ele não nos faz bem, coloca para baixo, e não sabemos como fazer para sair dessa situação. Muitas vezes amamos muito o parceiro, ou acreditamos que amamos, e acabamos por protelar, ou nem se quer conseguimos enxergar o quanto aquela pessoa nos faz mal.

 

Vez ou outra, em meio a discussões, e desentendimentos, tentamos dar um basta em tudo aquilo que nos desagrada, literalmente viramos a mesa, pontuamos todas as coisas que devem ser ‘mudadas’, é nesse momento, que deve ter muito cuidado, muita atenção! As promessas, de uma vida melhor, de um novo comportamento, de maior cooperação, enfim, são muitas… Mas e será que são verdadeiras?! Duradouras?! Na maioria das vezes não! Num momento de desespero, juram, choram, e dizem que vão mudar, que tudo será diferente. E o tempo vai passando, a rotina, seguindo, e os antigos comportamentos voltando! Pode ser que dure, uma semana, um mês, sendo muito otimista até mesmo um ano… Só que se a pessoa não entender a necessidade de mudar, se ele não quiser mudar, nada vai adiantar. E em seguida, virá outra briga, novas promessas, mais uma vez e perdão… E o ciclo se renova…

 

Por isso além de querer sermos aceitas como somos, que não tem nada de errado nisso, também é necessário se conhecer o parceiro, e ter certeza de que é o tipo de pessoa que queremos, e precisamos ao nosso lado. Não se pode ter pressa, não precisamos ter pressa, foi se o tempo que éramos obrigadas a casar cedo, e ficar com aquele parceiro até o fim das nossas vidas. Relacionamentos, não dão certo e terminam o tempo o todo, e diferente de como se pensava antigamente, não tem nada de feio, de imoral, terminar com uma relação que não nos faz bem. Temos o direito de ser felizes, de estarmos com pessoas que nos somam, e não que nos roubem a felicidade.

 

Minha psicóloga me ensinou duas grandes verdades, e não vou negar, levaram muitas seções até eu aprender, e entender a importância disso. A primeira, é que as pessoas só fazem conosco aquilo que permitimos, pode parecer loucura, e até errôneo, mas se formos parar para analisar, é extremamente verdadeiro. Sempre que alguém te fizer algo que não gostar, pare e reflita, eu não de brechas para isso? Ou até mesmo, não provoque isso? A segunda, se ame! Se ponha em primeiro lugar na sua vida, quando estamos felizes com nós mesmo nos tornamos pessoas de bom convívio, que os outros terão prazer de estar em nossa companhia! Mas nada disso tem a ver com ser egoísta, muito diferente. Não vamos passar a viver a vida achando que todos tem que se dobrar as nossas vontades, mas também não precisamos nos dobrar as vontades dos outros.

 

Nos relacionarmos com outras pessoas não é fácil, isso em âmbito, familiar, profissional, na sociedade. Dentro de casa, entre duas pessoas, chega a ser uma arte, voltando a ser clichê! Duas pessoas, criadas de forma diferente vivendo uma rotina comum, se ambos não estiverem cientes da necessidade de cooperar e ceder, os embates serão frequentes. O amor é a única forma de se encontrar o equilíbrio, onde existe amor verdadeiro, todas as adversidades serão vencidas, do contrário não é amor! Amem, se amem e sejam felizes, não permitam que roubem a sua felicidade, não precisamos abrir mão disso por amor.

 

Mulherada, eu estava morrendo de saudades, vocês não tem noção! Mas agora estamos aqui de ‘casa’ nova… Curtam muito, tem muitas novidades… E até semana que vem, com um texto sobre a importância da auto análise, daquele momento que precisamos parar e pensar, mas será que estou certa? Beijos e até quinta…

 

 

 

1 Comentário
  1. Nanda Fernandes 6 meses atrás

    Verdade, Dani… Baita texto!

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