Depois do sumiço, aqui estamos de novo, e que saudade, mas foi bom, e necessário… Sabem aquela correria de fim de ano, confraternizações, trabalho, cansaço? e aquela freada que normalmente se dá durante e depois das festas?! Curtir a família, desconectar um pouco? A preguiça de início de ano, que demora até pegarmos no tranco? Reorganizar as coisas, aquela vontade de renovar tudo, de começar o ano bem… A blogueira aqui passou, e se permitiu passar por tudo isso, foram tantos acontecimentos, tantas coisas, que foram até difíceis de registrar tudo, ainda estou me acostumando, por isso precisei de umas férias de tudo para colocar a cabeça no lugar, e curtir esse momento também. E o texto de hoje vai ser sobre isso, sobre essa correria gostosa, sobre essas mudanças, e sobre essa nova fase da minha vida, como estou me sentindo, dos medos, desejos, e do quanto estou esperançosa e feliz.

 

Eu fui demitida!

 

Sim, depois de dez anos de empresa, em dezembro encerrei minhas atividades no laboratório que trabalhei desde que me formei em prótese dentária, meu primeiro emprego. No momento em que recebi a notícia, meu chão deu uma cedida, ficou meio mole, tipo uma areia movediça. Mas que o frio na barriga, o pânico, não durou muito, fui tomada por um alivio, uma paz, esperança. Eram dez anos, dez anos em que vivi momentos muito bons, aprendi muitas coisas, construí minha vida, amadureci como pessoa, mas que os últimos anos já tinha saturado, seria como um casamento, em que já não se tem mais liga, mas continuamos tentando, quando cada um segue um caminho, as vidas passam a ser incompatíveis. O ambiente era insustentável, eu tinha minhas ideias, que não mais condiziam com a empresa. Mas ao mesmo tempo, eu gosto de ter meus pés no chão, de saber onde estou pisando, e sair de um terreno firme, para algo que eu desconhecia, me assustava, e então eu fui ficando, infeliz, me destruindo aos pouquinhos, não gostava da situação, mas não mudava ela. E se não tivesse terminado, da forma como foi, talvez, eu ficasse mais dez, vinte anos, presa numa realidade que me travava.

 

Foram várias etapas da minha vida, primeiro emprego, recém formada, inexperiente, aquele gostinho de conquista, quase uma menina, cheia de sonhos, querendo ser alguém na vida, parecia muito mais do que eu tinha desejado, ou merecia. Eu fui muito feliz! Conheci meu marido lá, que também era funcionário. Construí minha carreira, minha vida, aprendi, me tornei uma profissional, e realmente, achava que trabalharia para sempre lá. Só que os anos foram passando, e a intimidade foi inevitável, e junto com ela, vem coisas positivas, mas também negativas, passamos a esperar do outro, a criar expectativas, eu criei sobre a empresa, e ela sobre mim, e não conseguimos corresponder, e então os conflitos começaram a acontecer. Eu adoeci, entrei em uma depressão profunda, crises de ansiedade, me tornei alguém que me envergonho. Até chegar no ponto da indiferença. Que por mais que seja silenciosa, mata aos pouquinhos, o que ainda sobrou. Comecei a me sentir sobrando, ou que ali não era meu lugar, queria mais, queria ser dona do meu tempo, da minha vida, cansada daquele ambiente.

 

Meu marido saiu um ano antes de mim, e começou a trabalhar por conta própria. No momento em que ele saiu, me desesperei mais, do que quando eu sai, e talvez seja por isso que eu fiquei mais um ano, para amadurecer a ideia, talvez ainda não estivesse pronta. Vendo tudo o que ele construiu, o quanto ele se deu bem, a vida que ele se permitia levar, me deu esperanças de que eu também poderia, que eu também queria ser dona de mim. Então quando o momento chegou, eu estava pronta para enfrentar ele. Na verdade, eu já vinha aos poucos construindo ele, já fazia alguns trabalhos para o laboratório do meu marido, em casa, e cada vez mais eu queria isso, e é o que vou fazer a partir de agora, ter meus clientes, cumprir meus prazos, trabalhar para mim, com paz, tranquilidade…

 

Eu só não tinha a coragem de me libertar, de dar um fim, em uma situação que já não me fazia bem, sair da zona de conforto, que como falei em outro texto, não tinha nada de confortável, mas a gente vai ficando… Não sou ninguém para dar lição de moral sobre enfrentar medos, eu sou cheia deles, e no momento tem vários me assombrando, só não podemos deixar eles nos dominar, como deixei por tantos anos. Se tu estas vivendo algo parecido, e não sai por medo, eu te entendo, mesmo! E não vou te dizer para ser mais forte, para vencer, enfim, sei bem como é. Vou te dizer, respeita teu tempo, cada um tem seu tempo, mas aos pouquinhos, tenta criar uma realidade paralela, não larga de soco, vai criando um plano B, um chão para pisar, é mais fácil. Admiro pessoas que conseguem dar uma virada louca nas suas vidas, mas eu não funciono assim, e sei que tem muitas pessoas como eu, por isso eu digo, não deixa o medo te travar, mas aos poucos, vai vencendo ele. Quando tu perceber, ele já não te assusta mais.

 

E outra coisa, Deus, ele sabe o tempo de tudo, quando não souber o que fazer, deixa que Ele faz!

 

Bom pessoal, esse foi meu recado de hoje, vivenciem seus medos, lutem com eles, só não permitam que eles te paralisem… Volto na semana que vem, com mais novidades desse ano que começou bombando, com tudo! Beijos e até quinta…

 

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