Olá gurias, se existe uma coisa que nos deixam pra baixo é sentir dor, imagina essa dor ser constante, crônica, pois é, minha vida há mais de cinco anos tem enfrentado uma dor inexplicável.

Em 2013, eu tinha uma vida “normal”, trabalhava, estudava, cuidava do marido dos filhos, saía com minhas amigas, enfim estava no auge, pois meus filhos já estavam grandes, não precisavam mais do cuidado exclusivo, eu estava aproveitando o momento de ter os filhos criados, com 34 anos. Agora era hora de cuidar de mim e correr atrás de sonhos que abri mão para ser exclusivamente mãe.

De repente, as coisas começaram a mudar, comecei a sentir fortes dores nos braços, principal mente no período da tarde, já não tinha mais tanta vontade de sair, entre ir para meu quarto e ir tomar um café com minha querida amiga Juçara, eu preferia meu quarto, isso foi se intensificando, fui me retraindo, retraindo até que mergulhei  numa depressão, mas imagina, né, eu, crente com depressão?!?!? Não pode! Isso não acontece com crente! Apesar de estar em uma situação delicada, a única coisa que eu ainda fazia era trabalhar, fui largando aos poucos as minhas aulas, e consegui diminuir minha carga horária para 20h, tava bom, pelo menos eu era obrigada a levantar da cama para cumprir meus compromissos. Mas não teve jeito, acabei me afastando e troquei tudo pelo meu quarto e minha cama.

Uma colega de trabalho, uns dias antes de eu me afastar, veio falar comigo, perguntou o que estava acontecendo, falei alguma coisa e disse que não sabia, só sabia que eu não conseguia mais enfrentar uma sala de aula, falei que tinha medo. Ela ainda brincou: como assim, vc profe?com medo, eu disse: sim, medo. Então ela disse: amiga, procura um psiquiatra.

Tá bom! Psiquiatra.

Gente, eu não admitia que eu poderia ter algum problema, que precisasse disso, mas eu tava no fundo do poço. Muitas vezes eu pensava que eu podia estar louca, que talvez eu não estivesse com dor, que era coisa da minha cabeça, frescura, dengo, sei lá, era tanta coisa que passava pela minha cabeça que eu questionava minha sanidade mental.

Todos na minha casa estavam sofrendo, porque eu não era mais presente na vida deles, lembro deles, principalmente a Ester e o Estevão falando, a mãe tá doente.

Sim, eu estava doente, mas o que tipo de doença era?  Eu não sabia! Começamos a buscar ajuda, fui no psiquiatra, e ele recitou remédios faixa preta ( outro tabu ), depois em um ortopedista, pois minha dor era nos braços, depois de alguns exames, veio o diagnóstico, eu tenho uma doença rara, chamada SDT (Síndrome do desfiladeiro torácico), poucos profissionais conhecem e tratam a doença, fiz uma cirurgia para desobstruir a artéria no lado direito, que era o lado mais afetado.

Nas muitas conversa que tive com meu médico, eu descobri que sempre senti dor, o que aconteceu é que eu me acostumei e pra mim era norma, a depressão foi causada pela dor crônica, que por eu estar tão acostumada foi fácil entrar nesse estágio.

Hoje, em 2018 eu estou bem? Não. Estou lutando, para pelo menos controlar a dor e tentar ter uma vida normal, mas tenho muitas limitações, por ex: tem dias que eu não consigo tomar banho sozinha, sou totalmente dependente do meu marido, faço uso de 5 tipos de medicamento, todos controlados. Ontem mesmo, tive que passar algumas horas no PS, pq a dor era muito intensa e quando isso acontece é necessário medicações intra venosa.

Mas a vida é assim, tenho aprendido que tudo tem o seu tempo, agora é o tempo de espera, pois eu espero que um dia vou me curar, mas também acredito que talvez não vou ser curada, tenho aprendido a obedecer, a depender e crer.

 

2 Comentários
  1. Nanda Fernandes 4 semanas atrás

    Lili, amada! Como eu te agradeço por ter dividido com a gente o que está passando.. tuas histórias! Isso faz com que a gente se identifique.. se aproxime!!! Parabéns por tua força, por ser quem és! Eu estou muuuuuito feliz por tu estar aqui conosco!

  2. Reci Flores 4 semanas atrás

    Lili nao sabia disto mas que bom que contou, agora vou lembrar de ti em minhas orações. Sempre ouvimos que Deus nao nos da nada além do que podemos suportar. Dizer isto é facil mas quando temos que enfrentar uma situação assim precisamos de muita fé. Deus te abençoe e te fortaleça, e que venha a cura logo.bjbj

Envie uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

FALE CONOSCO

Nos envie seu um e-mail e nós retornaremos para você, o mais rápido possível.

Enviando

©2018 BLOG DE TODAS desenvolvido com muito amor.

Fazer login com suas credenciais

ou    

Esqueceu sua senha?

Create Account