Todos os dias mulheres são agredidas, seja na rua, no transporte público, no trabalho e em casa. Todos os dias, a todo momento, em todas as classes sócias, e níveis de escolaridade. Mas a violência doméstica, um problema real, é algo muito triste. Não podemos tapar o sol com peneira, mulheres estão morrendo, pelas mãos de pessoas que tem a sua confiança e amor, pessoas que ao invés de proteger, amparar e amar, agridem de forma covarde. E ficam impunes. Afinal de contas, são da família, ‘o que acontece entre quatro paredes…’ Em briga de marido e mulher não se mete a colher…  Neste texto quero abordar o que é considerado violência, e ajudar a identificar, quando estivermos sendo expostas a esse tipo de agressão, ou convivendo com alguém que pode estar precisando de ajuda.

Menosprezo, constrangimento, ameaças, desvalorização, humilhação… Violência Psicológica! A mulher é tão torturada, seja com palavras, gestos, e atitudes que se sente incapaz, inútil, desvalorizada. Acredita que realmente, tem culpa, merece, provocou, e precisa aguentar, que nunca vai conseguir alguém melhor, que ela não é nada, ninguém, que se deixar o agressor, não vai encontrar outra pessoa, não vai conseguir se sustentar, que não tem ninguém por ela, nem família! Tamanho é o jogo psicológico que agressores fazem para manter suas vítimas sobre seu domínio, se divertem e se satisfazem humilhando a mulher. Em um dia são carrascos, no outro mandam flores! Criando uma verdadeira confusão, e mantem a vítima, perturbada, diante deste comportamento contraditório.

Na presença de familiares, amigos, até mesmo desconhecidos, fala mal da mulher, mesmo estando ela no ambiente, constrange, calunia, ridiculariza, expõem a vida intima. Mente coisas sobre ela, alega padecer, sobre os maus cuidados de uma péssima esposa, se fazem de mártires… Violência Moral! Faz comparações desleais, menospreza a esposa, comparada a outras mulheres. Cria para as outras pessoas uma visão deturpada da companheira. Proíbe que frequente alguns lugares, não permite que saia de casa, tranca portas, cárcere privado… Impede o convívio com outras pessoas, veta visitas aos familiares, não aceita que pessoas da família frequente a casa, opõem-se as amizades.

Detém todo o dinheiro, não permite que a mulher opine no orçamento familiar, questiona até os menores gastos, mesmo com alimentação, proíbe a aquisição de roupas, objetos, cosméticos, seja o que for… Violência Patrimonial! A mulher não tem autonomia para comprar um pão! Comprar absorvente! E não é apenas quando a mulher depende dele, e não trabalha. Não! Mesmo quando ela tem seus rendimentos, muitos agressores obrigam a entregar o salário, controlam os gastos, questionam o porquê da aquisição de certas coisas. Alegam que sustentam, que pagam as contas, e a comida. Início de mês, pagamento de contas, verdadeiro inferno! Reclamação com os valores gastos, alegações, e constrangimentos. Em alguns casos, distribuem, jogam fora, ou estragam seus pertences, sem permissão.

Quando contrariados, irritados, descontrolados, algumas vezes por problemas externos também, socam, chutam, estrangulam, empurram, arremessam objetos… Violência Física! Ninguém tem o direito de bater em ninguém! Isso vale para os dois lados. Tanto para homens quanto para mulheres. Muitos homens bebem, se incomodam no trabalho, tem uma discussão no trânsito, dia difícil, ou qualquer outra coisa que não saiu como queriam, e acabam descontando nas esposas, podem começar com um detalhe, que já viram motivos para discussões, o agressor, que já não é uma pessoa muito estável, parte para a agressão. Outras vezes quando a mulher não faz o que ele quer, como quer, na hora que quer, não se comporta como ele gostaria, ou ache conveniente. Como se ele fosse o dono, o detentor da verdade, como se tudo precisa ser de acordo com a sua vontade, ignorando os demais. Também se acha no direito de resolver as coisas com surras, e violência.

Proibir o uso de anticoncepcionais, se recusar a usar preservativo, obrigar a ter relações, exigir práticas que a parceira não quer… Violência Sexual! Qualquer ato sexual que não seja consentido é estupro. Forçar relações, obrigar a assistir vídeos, ou filmes, com conteúdo sexual, pressionar, dizer que tem obrigação de servir o marido. Expor a vida sexual, e práticas na presença ou com outras pessoas. Filmar e compartilhar em redes sócias, intimidades do casal.

A disposição dos parágrafos não foi por acaso, iniciei citando como são os primeiros sinais, como o homem começa a se mostrar um potencial agressor, ao mais extremo, fiquem atentas, cuidado. O que pode parecer pouco, pode se tornar em uma teia que não é tão simples de fugir. Pode chegar num ponto que não vai conseguir voltar atrás, e ir em frente será muito doloroso, mesmo quando a escolha for a separação, não é fácil. Vamos nos unir, cooperar, alertar, e vencer a violência. É necessário entender que existe, e que precisamos combater, enxergar que é violência sim, e que é inaceitável. Entender o que é violência, é muito importante para acabar com ela.

Bom mulherada, fico por aqui, amanhã tem chá do blog, todas convidadas! Será na Charlotte Experiência do Chá no Hotel Dom Rafael Premium, as 19h.

Até a próxima quinta, vou falar sobre novembro azul, siiim, novembro azul! Beijos…

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