Crescemos lendo contos de fadas e assistindo filmes onde a protagonista embora perfeita, só pode ser e sentir-se completa  quando conhece o seu “príncipe encantado”, seja ele tatuado, loiro, ou cabeludo, não importa qual seu estereótipo, ou o ano em que foi lançado o filme, mas nas histórias que conhecemos ele sempre aparece, e não existe final feliz sem sua presença.
Conhecemos a decepção amorosa muito antes de nos apaixonarmos, e muitas vezes ocorre ou quando sonhamos com um pai que não existe, ou quando o nosso pai sai de casa (circunstância de pais divorciados – meu caso), por algum motivo a primeira princesa que conhecemos acaba sozinha, com uma casa para manter economicamente e fisicamente, e vidas que dependem dela, e SÓ dela. 
A separação de um casal, para os filhos é sempre traumática. Começa por aí a percepção de que os companheiros nem sempre são encantados.  Nós crescemos, concomitante, não se sabe como, as mães enfrentam este momento e só seguem em frente. A partir daí, acaba o romantismo em casa, começa a busca incessante pelo amor, seja nos livros, nos sonhos, nas novelas, séries, nos meninos…nas meninas. Cada um sabe onde pousa a sua procura e quais as suas restrições. Mas onde o amor entra nisso?
Na adolescência (normalmente), uma série de relacionamentos (ou quase relacionamentos), que não dão certo, e não me refiro ao término e sim, às incompatibilidades que vem à tona quando nos relacionamos intimamente com alguém. Mas e o amor?
O amor romântico que vemos nos filmes? O amor cheio de pureza? O amor nada prolixo? O amor simples e tranquilo que nos torna completas?
Aí o tempo passa e em piscar de olhos, é a nossa hora de ter filhos, às vezes acontece por acidente, com uma noite sexo casual, outras vezes é planejado, e quando o bebê nasce o enxoval já está pronto. Às vezes dividimos a vida com alguém e mesmo assim, acontece inesperadamente  (meu caso), e finalmente conhecemos o amor. O amor lacônico, simplesmente porque o acervo de palavras capaz de chegar perto de sua tradução é extremamente limitado, e por mais que tentemos traduzir esse amor, só sabemos que através dele o romantismo sempre estará vivo, porque esse amor nos obriga a viver ao mesmo tempo que nos torna infinitamente feliz, ele é maior que o amor que sentimos por nós mesmos, e é puro, singelo, maior que qualquer história de amor que possamos ler ou ver em filmes. Enfim, entendemos o porque de nossas princesas conseguirem seguir a vida sem um príncipe encantado, o encanto mora em nossos filhos.
Abençoadas as mães que tem consciência da dimensão do amor que podem sentir pelos seus filhos. É a maior grandeza da vida, é o nosso final feliz, cheio de obstáculos e longe de terminar, porque agora, a nossa vida tem uma continuidade fora do corpo.

 

2 Comentários
  1. suelen 9 meses atrás

    Que texto lindo! PARABÉNS por encantar com tua escrita! E teu final…ou início feliz….tá lindo demaissss

  2. Nanda Fernandes 9 meses atrás

    É um amor tão intenso… simples e profundo ao mesmo tempo!!! Impossível explicar e tão fácil de sentir… amor de mãe!

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