Assim começo uma breve descrição sobre mim mesma, um pouco atrasada, porque nem sempre o que planejamos é o que Deus planeja para a gente.
Neste blog, além de auxiliar a Médica Veterinária Ana Carine escrevendo seus artigos informativos, irei falar de modo pessoal sobre uma história de vida de quem tem “costas largas”, como costumo me identificar. A vida é um mar gigantesco e nem sempre estamos preparados para as ondas que Deus programa para as nossas vidas, mas as vezes estamos programados sem saber. Ao ouvir que nunca somos tão fortes até precisar ser, acredite, o ditado não apareceu em vão.

Me chamo Claudine Cristine Bernardy, para os mais próximos apenas Dine. Sou natural de Saudades – SC e moro em Santa Maria há aproximadamente 7 anos, fiz daqui o meu lar e aqui comecei a construir minha família. Atualmente sou gerente da Emporium Pet Store http://emporiumpetstore.com.br/ e lido com a minha maior paixão, animais. Adoro falar sobre eles e também estudá-los a fim de informar o próximo um pouco mais para que estes mesmos saibam lidar com aqueles seres tão especiais que enchem e completam a nossa vida de amor.

Neste mesmo ambiente de trabalho maravilhoso conheci a Ana Carine e descobri uma gravidez, não programada, completamente inesperada devido a algumas dificuldades em ter filhos e de GÊMEAS. Quando paro para pensar, ainda lembro dos medos e incertezas que jamais terminaram, lembro-me bem do apoio de todos e do quão maravilhosos foram para mim. Desde o início não foi uma gestação fácil.

Ao descobrir a gravidez tive que enfrentar a notícia logo após uma recente troca de emprego e frente à um relacionamento no qual uma gravidez não estava prevista, mas disposta a levar ela a diante qualquer que fossem as consequências. E assim começou nossa linda e triste história; a notícia demorou um pouco até espalhar-se porque alarmes não faziam parte dos nossos ideais. Aos poucos cada pessoa especial que eu queria que fizesse parte desta história ficou sabendo, cada um que eu quisesse que aprendesse e crescesse conosco, assim formamos um grande e lindo círculo de amor. À estes, primeiramente, meus mais sinceros agradecimentos, por tudo.

As semanas se passaram e lá estava eu, indo para uma ultrassom a fim de saber um pouco mais desta gravidez… e para a minha maior, melhor e mais desesperadora surpresa, a gravidez era gemelar. Isso mesmo, GÊMEAS. Duas meninas lindas e perfeitas, a não ser por alguns pequenos vasos sanguíneos que mais tarde descobrimos que as ligavam, tornando uma delas dependente da outra, tornando-as tão ligadas que era difícil aquelas duas vidas se manterem por muito tempo assim. Começou aí a nossa caminhada contra o vento. Por sorte, e com todo o avanço da medicina, já existem maneiras de salvar os bebês neste caso, e a taxa de mortalidade é de apenas 20%. Fizemos parte dos pequenos 20%. Mas não devido à ligação em si, e sim à um útero que entendeu estar “na hora”. Com 5 meses e uma semana nasceram as minhas meninas, cariocas, dez horas após terminar o procedimento de cauterização dos vasos sanguíneos que as ligavam. Parto normal, meninas perfeitas e formadas, com exceção do principal, minhas meninas não tinham formação de pulmão, tinham cabelos mas lhe faltava o fundamental para a vida aqui fora, era impossível de mantê-las por muito tempo. Sendo assim, entreguei-as a Deus duas horas depois de conhecê-las, foi nosso encontro mais feliz e mais triste, um olá que se tornou despedida, um sonho que se completava e terminava, um mundo novo que nascia e desabava.

A partir de então, aqui estamos, seguindo a vida da melhor forma e lutando por uma causa ainda pouco conhecida, a valorização do luto pela perda gestacional e neonatal https://dolutoalutaapoioaperdagestacional.wordpress.com/ , buscando a cada dia mostrar para estas mulheres que é possível sim ter uma vida sadia pós perda e aos trabalhadores da área da saúde e assistência social o quanto precisam evoluir e melhorar suas atitudes perante os casos que lhes caem. Seguimos sonhando que a cada grão de ervilha plantado nasçam corações mais abertos e dispostos a dar colo e amor às mães que sofrem, permitindo que as mesmas superem suas dores.

Seguimos pedindo para que um “outros virão” não seja a palavra de consolo usada na hora de abraçar e dizer àquelas mães que a vida segue. Pedimos compaixão e empatia, apenas!

Ao longo deste blog espero lhes tocar e também contar um pouco mais sobre a minha Isabel e minha Cecília, causadoras do amor e da dor maior do mundo. Elas que me fazem escrever todos os dias e viver estes dias da melhor forma possível, ajudando o próximo e ensinando aos corações as mais lindas formas de amar.

Explicarei com calma sobre nossa síndrome (Síndrome da Transfusão Feto Fetal) e de como ela é rara (mamães, tenham calma antes de preocuparem-se) e darei detalhes do nosso diário de gravidez escrito em um pequeno caderninho “caseiro”. Um até breve e nos vemos por aqui!

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