Oi amores, tudo bem com vocês? Espero que sim! Comigo tudo vai indo.. Minhas últimas semanas tem sido de situações constrangedoras, que tem me feito pensar em como as pessoas são desumanas, nada empáticas…

No dia 20 de setembro teve, aqui em Santa Maria, o show da dupla Maiara & Maraísa. Eu, particularmente, não sou “fãzérrima” da dupla, mas até sei e gosto de algumas músicas. Admiro como elas são religiosas, muito gratas à Deus por tudo que está lhes acontecendo e etc.. Em todos os show, sem excessão, deixam claro que a fé delas, em Deus, é enorme. Enfim, o ponto que eu quero chegar é mais complexo… o PRECONCEITO com que eu tive que lidar no show. Chegando ao local do show, nos dirigimos, eu e uma amiga, para a àrea especial para pessoas com deficiência. Quando chegamos na àrea, nos deparamos com um palco quase que em cima de nós, com um morrinho na grama, que deixavam as cadeiras com as rodas da frente suspensas. Para vermos a dupla cantar no palco tínhamos que levantar a cabeça praticamente que para o céu ficando, no outro dia, com uma dor insuportável no pescoço. Detalhe importante que, se elas fossem para o fundo do palco, ou um pouco mais para trás, era impossível de enxergá- las, o que fez com que só escutássemos o show quase que a noite inteira. O que me deixou chateada também foi que, dava para elas verem que estávamos mal acomodados ali e tudo mais, elas podiam pedir para os seguranças que estavam por perto para nos acomodarem melhor. Toda vez que eu falo sobre esse assunto e digo que elas podiam ter consideração e falar, todo mundo me critica e fala: “Mas elas estavam preocupadas com o show, não dava pra prestar muita atenção nisso..”. Engraçado que, na semana passada, no show da Ivete Sangalo, passei por uma situação MUITO parecida, ela enxergou que estávamos mal acomodados, sem conseguir ver o show, chamou a atenção da equipe e logo nos acomodaram bem à frente do palco.

Mas enfim… Ao final do show, estava combinado com a produção que pelo menos nós, deficientes, iríamos ao camarim para conhecê – las, tirar uma foto. Acabando o show, veio toda aquela desculpa de que elas já tinham ido embora e blá blá blá. Os outros deficientes, pais de deficientes acreditaram e foram embora. Eu não. Fiquei lá na porta do camarim até o último minuto, vi que elas estavam lá ainda e enchi o saco até entrar no camarim. Entrando no camarim a primeira decepção: uma delas nem me cumprimentou e quase que não tirou foto comigo, só tirou a foto por que a irmã chamou. Motivo? Não sei. Desconfio, mas não falo se não tenho certeza. Segunda decepção: Comentei com elas o constrangimento, falta de consideração e, com certeza, um tipo de preconceito camuflado. Eu esperava o mínimo de consideração, apesar de não serem elas e nem sua equipe que montaram o show, mas palavras de apoio tipo: “Isso nã foi legal. Deveriam ter disponibilizado um lugar mais confortável, visível à vocês.”. Mas não. Pareceu que não falei nada, que não foi com elas. Sai de lá bem decepcionada. Com a organização do evento e a dupla, sem empatia e consideração nenhuma.  

 

Passado alguns dias, mais especificamente 4 dias atrás, no dia do nosso 1° Chá das Blogueiras e Leitoras, ás 19:30 eu chamei um táxi no trabalho do meu pai para ir para o Hotel, onde seria o chá. Sempre quando eu preciso de  táxi eu chamo os táxis adaptados que são disponibilizados aqui na cidade. Apesar de ter tido VÀRIOS problemas já com eles, é minha única opção quando não tenho outra carona. Já chamei eles e quando viam que era cadeirante passavam reto do lugar que eu estava ou a central, na maioria das vezes, dizia que estavam todos ocupados, o que era impossível já que são 20 carros na cidade. Já aconteceu de eu ligar, dizer que era cadeirante e a central dizer que não tinha um carro disponível e logo após eu ligar novamente, de outro número, agora não dizer que era cadeirante e em 5 minutos o táxi chegar. Já aconteceu também de, um dia que eu precisava ir pro hospital urgente por causa de um procedimento, eu ligar para um táxi cadeirante, não citar que era cadeirante e quando o cara chegou na minha casa e se deparou comigo, cadeirante, se mandou e quando eu liguei pra ele novamente ele gritar comigo horrores ao telefone, me mandar longe e mandar parar de ligar para o número dele e até de um dia eu chamar novamente um táxi da mesma forma, sem citar que era cadeirante, ele vir até minha casa, me ver cadeirante, ficar com uma cara de nojo, me colocar no táxi e quando ele vai ligar o carro, do nada o carro não liga. Engraçado que, logo quando ele me desceu do carro, dizendo que não poderia me levar por que estava com problemas no carro e eu entrei novamente em casa para chamar outro táxi, ele entrou correndo ao táxi e saindo andando belamente (???). Seria mágica? HAHAHAHA! Só rindo para não chorar, meninas…

Mas voltando ao dia do Chá… Chamei o táxi ás 19:15 e ELE CHEGOU 20:40. POSSO COM ISSO? QUE ÒDIO! E não bastasse chegar atrasado, chegando ao trabalho do meu pai, vendo que eu era cadeirante, que ele teria que sair do carro e fazer todo o trabalho de me colocar no carro, ele ficou irritado, discutindo com meu pai, segurança do trabalho do meu pai e mais uns colegas do meu pai que estavam por ali. ELE SE RECUSAVA A ME LEVAR. COMO ASSIM? O táxi é para cadeirantes e você se recusa a me levar? Por que você trabalha com táxis adaptados então, querido? Ah, é. Esqueci que EU, e todos os cadeirantes, consigo benefícios para você por você estar dirigindo um táxi que é para me levar. Você não paga tão caro no carro, não é mesmo? Você estaciona em qualquer lugar quando esta carregando um cadeirante.. Mas mesmo assim você se nega a me carregar. Ok, querido taxista! Tudo bem. Só espero que você, e ninguém de sua família, precise um dia de utilizar desses carros adaptados ou preciso ter direito a acessibilidade ou qualquer tipo de benefício, por que sim, OS TÀXIS ADAPTADOS SÃO DE DIREITO MEU, E DE TODOS OS CADEIRANTES, UTILIZAR, e neste dia você quis e QUASE conseguiu me tirar, mas, graças a Deus, existem pessoas melhores e mais sensatas, solidárias, empáticas, que lutaram pelo meu DIREITO de utilizar este táxi.

E sim, ao final deu tudo certo. Cheguei no chá, atrasada, um pouco braba, pasma com tanta crueldade e falta de consideração e falta de empatia, mas continuava linda, com um sorriso no rosto e com a certeza que não é esse tipo de gente que vai me fazer parar de viver, me fazer ficar em casa ou parar de lutar pelo que eu tenho direito. Pelo contrário, quanto mais gente assim eu vejo, mais eu tenho garra de fazer um mundo melhor para nós, cadeirantes, e todas as outras pessoas do mundo! J

 

Amooores, é isso! Desculpa pelo textão… Mas quando o assunto é preconceito eu boto a boca no trombone mesmo, não paaaaaro de falar… hahahaha!

Eu espero que vocês tenham gostado do post de hoje, de verdade! E se me permitem um pedido: Se algum dia vocês virem alguém passando por situações de preconceito como esses, seja um cadeirante, um idoso, grávida, não importa, FALEM, DEFENDAM. Não importa se a gente não conhece. È por pensamentos assim, da gente não se meter em situações de constrangimento, preconceito, que as coisas não andam no mundo. A gente não pode se acomodar, fazer que não vê, só por que não é com a gente. Assim o preconceito NUNCA vai acabar e as pessoas vão, cada vez mais, perder seus direitos!

 

 

Então é isso! Dado o recado hehehe!! Beijosss <3 

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