Você já fez uma pausa, em algum momento, para analisar qual é a sua responsabilidade por tudo o que acontece na sua vida, seja de forma positiva ou negativa? Já se flagrou refletindo sobre suas escolhas, percebendo que foram elas que te encaminharam até o que você é hoje?

Se você nunca fez isso, e aceitar um conselho, eu lhes digo que tire um tempo para esta análise. Imagine seu mundo hoje, seu trabalho, seu relacionamento amoroso, familiar e suas amizades. Perceba quem está com você, onde você está, e como chegou até este lugar, com estas pessoas. É o que você quer para sua vida? Você chegou onde idealizou?  O contexto onde você está inserido, neste momento, é suficiente para você? Não sobra e não falta nada? Sim, por que muitas vezes pensamos no que nos falta, e não percebemos que nos sobra muitos fardos, sentimentos quebrados, amizades de fachada, e uma lista infinita de situações que devemos nos livrar e estamos carregando como sobras, sem nos darmos conta que tanto peso também nos atrasa e nos impede de evoluir.

Depois destas reflexões, se sua resposta for sim, eu estou onde e com quem eu almejei, deves celebrar, pois grande parcela das pessoas, além de não estarem desfrutando da vida que idealizaram para si, cometem um erro bastante corriqueiro e que atrasa mais a vida, que já não está da forma esperada:  a pessoa lança para fora de si, toda a responsabilidade pelo seu fracasso e infelicidade.

Será que eu não sou responsável pelo que me acontece? Não foram as minhas decisões e escolhas que me moldaram e contribuíram para que eu me tornasse o que sou hoje?

Mas, e se aquela pessoa mudasse um pouquinho? Não! Pare! É você quem precisa mudar, não o outro. Qual a finalidade de querer mudar algo que está fora de você e do seu controle? Se a pessoa não muda, não é como você pensa que deveria ser, mude você, pois só temos o controle de nós mesmos, e mesmo assim em alguns momentos o perdemos.

Não resolve colocar a culpa do seu casamento fracassado no seu parceiro, pois ele não se casou sozinho, ele não discute sozinho e ele não convive sozinho. O seu filho resolveu “criar asas” e ficar rebelde, te preocupando, fazendo o que bem entende, sendo que ainda depende de você. O seu chefe não valoriza o seu trabalho e para atrapalhar ainda mais, os colegas resolvem te sacanear. A sua família se mete na sua vida e te diz como deve guiá-la, sendo que quando você está numa pior todo mundo foge. Você descobre que os teus conhecidos, os quais  chamava de amigos, só estavam ali por conveniência.

Mas qual a minha responsabilidade nisso tudo se as pessoas me tratam assim? Toda! As pessoas só fazem conosco o que nós permitimos que elas façam. Ninguém invade o espaço do outro sem uma, até mesmo inconsciente, autorização. Não reclame do que você autoriza que façam com você.

Se o seu casamento está acabando e todas as chances já foram dadas, está nele ainda por qual motivo? Ou por qual desculpa?

Se o seu filho não te escuta mais e te dá uma preocupação atrás da outra, mesmo que não tenha como se sustentar sozinho, por qual motivo você ainda não impôs sua autoridade de pai e mãe? Medo de quê?

O emprego está ruim? Ele é o único do mundo? Ninguém mais vai te empregar? Qual é a desculpa para continuar nele?  Mas, eu não sou qualificado para trabalhar em outro lugar. Qual o pretexto para voltar a estudar?

O que a minha família iria pensar sobre isso, ou sobre aquilo? E os meus amigos? Nada! Ninguém precisa pensar ou falar nada, a menos que você permita esse gesto por parte deles.

Mas, esse texto contém muitas perguntas, e nenhuma resposta. Por quê? Justamente, porque a resposta de todas os questionamentos está em você. Não procure fora, algo que é de sua responsabilidade, que é seu. Tudo o que nos acontece pode até ter uma razão de ser, mas nós podemos e devemos fazer as nossas próprias escolhas e parar de reclamar com o exterior, sendo que as soluções estão dentro de nós.  A nossa vida só muda se nós mudarmos, sem esperarmos nada do outro. Nós precisamos sair da situação que nós mesmos nos colocamos, com o pensamento nítido de que temos a chave para tal. Pensar, analisar, ponderar, reservar um tempo para isto. Onde eu contribui para que não tivesse dado certo? Qual a minha responsabilidade nisso?

Apenas depois desta análise, e de nos perceber como seres falhos e em constante aprendizado, é que conseguiremos compreender como nossa vida e nosso contexto podem mudar, se tomarmos as rédeas e as responsabilidades unicamente para nós, saindo da posição de vítimas, para a de arquitetos do nosso mundo, responsabilizando-nos por cada escolha, cada atitude, cada pessoa que deixamos entrar e sair de nossa vida, cada espaço que decidimos freqüentar, isentando tudo o que estiver fora de nós, de qualquer “culpa” pelo que estamos enfrentando.

Planeje sua vida, seja o arquiteto dela e assine embaixo, pois tudo o que você irá construir será amorosamente desenhado e será seu. A sua construção será única e exclusivamente de sua responsabilidade. Quanto aos outros? Eles terão que fazer o mesmo que você. Eles aprenderão, como você, a tomarem as rédeas de si, basta saber se a vida os mostrará, ou se a consciência os cobrará.

Será que é difícil? Avaliar nossos erros e os reconhecer nunca foi fácil, mas quem disse que precisa ser? A dor do amadurecimento incomoda, mas ficar onde estamos e com uma venda nos olhos pode doer um pouco mais. Corre! Ainda há tempo para  viver a vida que você merece. Sinta o seu mundo em suas mãos! Basta querer!

4 Comentários
  1. JANA AMORIM 5 meses atrás

    Texto muito reflexivo amiga, adorei. beijos.

  2. Camila Freitas 4 meses atrás

    Amei Quelen, muito bom te ler!

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