‘Ah tá Dani, tu agora ama todo mundo?’

 

Siiiiim!

 

Mas nem sempre foi assim, e também não foi fácil chegar nesse ponto.

 

Quem nunca ouviu falar que para amarmos alguém, precisamos em primeiro lugar nos amarmos? Já ouviram não é? E eu afirmo, isso é a mais pura verdade. Enquanto eu não estava bem comigo, bem resolvida, e me amando, não fui capaz de amar ninguém. Não de forma completa, verdadeira, aquele amor sem condições, sem carências. Acreditava que amava, mas não, depositava nos outros minhas expectativas, frustrações, condicionava minha vida, minha satisfação em quem estava ao meu entorno, de forma injusta, para com os outros e comigo. Não entendia que o que estava faltando, o que eu precisa para me sentir completa, eu tinha de encontrar dentro de mim, e não esperar dos outros. Sempre achava que não gostavam de mim, mas como alguém iria gostar, se nem eu gostava?

 

Sempre tive dificuldades de relacionamento, nunca tive muitas amizades, e nenhuma duradoura, durante toda infância e adolescência foi assim, tanto que não tenho amigos desde o tempo de escola por exemplo, o que as vezes me causa até uma certa inveja, quando vejo posts de pessoas comemorando muitos anos de amizade, eu não tenho isso, pelo menos ainda não. Mas a culpa, é toda minha, eu não era uma pessoa amável, eu era carente, chata, exigente, ficava de mal por qualquer bobagem. Precisei primeiro me curar, espantar meus fantasmas, tapar minhas feridas e entender, que o amor mais importante, é o amor próprio, a luz tem que vir de dentro. Cara fechada, ranço, só espanta os outros, reclamar, crises de ciúmes, não são características que aproxime. É claro que quando aprendemos a nos amar, outro coisa que entendemos é que não precisamos dos outros, que ter companhia é bom, ter com quem contar, mas que não podemos ser dependentes das amizades, cada um tem sua vida, seus compromissos, e precisamos entender que nem sempre vamos poder estar juntos, e isso não significa que teu amigo não te ame. Assim como aprendemos a curtir a nossa própria companhia, estar sozinho, não significa necessariamente solidão!

 

Minha principal vítima era meu marido, não queria que ele saísse, queria atenção e dedicação exclusivas. Criava expectativas desleais com relação a ele, e transformava nosso casamento em algo pesado, complicado e muitas vezes quase uma obrigação. Eu não o amava, eu tinha sentimento de posse, quando amamos, queremos ver a pessoa feliz, e eu não pensava nisso, queria ele para mim! Única e exclusivamente… Eu não era capaz de estar feliz na minha própria companhia, eu não me amava, sempre faltava algo, então eu exigia, mais e mais, dele, e de quem mais estivesse por perto, e isso não tinha fim, pois o que realmente precisava, não era nos outros que eu ia encontrar. Como eu tinha essa quase obsessão por ele, também não tinha amigas, não sobrava tempo, e energia! Sair para jantar com uma amiga era algo fora de cogitação! Ir a uma festa sem ele? ‘Ficou louca!’ Eu quase coloquei meu casamento a perder… Muitas vezes… Por não me amar! Quando eu entendi, que a solução dos meus problemas, que tudo o que eu precisava estava dentro de mim, que o amor vem de dentro, eu me libertei, eu libertei o amor, ele me preencheu, e transbordou.

 

Hoje eu distribuo amor! Amo inexplicavelmente meu marido, com certeza muito mais, e de forma mais verdadeira, do que no início, minha família, também são tudo para mim. Agora tenho amigas, que são pessoas essenciais na minha vida, verdadeiros presentes de Deus. Aprendi que amizade não é estar sempre junto, não é estar sempre disponível, é ser de verdade, é ficar meses sem ver, e quando encontrar nada ter mudado, é ligar, e a pessoa dizer, ‘bah agora não posso’, e tudo bem, ela realmente não pode, não significa que não te queira, é perceber que talvez não seja o momento, ou que a pessoa tem seus problemas, mas ainda não está pronta para dividir, mas ainda sim precisa de apoio. Enfim, amor, está muito, mas muito mais próximo de compreensão do que de outra coisa, para amarmos, a nós e aos outros, precisamos compreender. Jamais depender! Quando não nos amamos, abrimos espaços para inseguranças, que nos impendem de ver, e entender as coisas, nos colocamos em uma relação de forma equivocada, ou nos jogamos de cabeça, por pura carência, e criamos uma relação obsessiva e doente, ou não nos permitimos ser amamos, por não nos entregarmos, criamos uma barreira à nossa volta, não conseguimos alcançar um equilíbrio. Tudo por falta de amor, o mais puro e verdadeiro amor, o amor próprio!

 

Mas o amor mais inesperado que descobri, foi o amor para com quem não tenho afinidade, ou relação próxima, por assim dizer. Sabe aquela pessoa que não gostamos? Pois é, eu aprendi a compreender elas, ou pelos menos tentar, e o desejo de amar, já é um tipo de amor! Eu procuro entender as circunstancias das pessoas, porque agem assim, e tendo ser simpática, amável, com todos, coisa pela qual eu não me esforçava nem um pouco! Tinha a verdadeira cara de nojo, pré-julgava o tempo todo. Não que eu já esteja limpa de tudo isso, só enxergo que é errado, feio, me policio, e me sinto culpada quando percebo que estou agindo assim.  A solução para o mundo, é o amor, primeiro o próprio, mas não o ego, o amor de verdadeiro, aquele que Cristo veio nos ensinar, o amor desinteressado, puro, amor! Permita que ele te complete, e quando tu estiver repleto do teu amor, quando te amar, incondicionalmente, aos poucos, permita que ele transborde, e ame, mas ame mesmo, desesperadamente, sem medo, se entregue, e não exija amor, tornasse amável, seja o que procura nos outros, e os amores virão, acontecerão, inexplicável, suave e livre… E assim, completa, seja feliz!

 

Já se amou hoje?

 

Bom pessoal, fico por aqui, se amem, amem, se completem… Volto na próxima semana, vou falar um pouquinho sobre fé, não sobre religião, mas fé, em nós mesmo, no próximo, e em Deus, independe do que se acredite! Beijos e até quinta…

 

 

 

3 Comentários
  1. JANAINA 4 meses atrás

    Texto lindo amiga, que bom te ver feliz contigo e com o mundo. Torço muito por ti. Grande beijo.

  2. Michele 4 meses atrás

    Te conheci pequenininha e hoje leio teus posts e fico imensamente feliz por seres um ser de tamanha luz, que buscou nas tuas falhas se assim posso falar, te melhorar todos os dias não só como a Dani, mas como ser humano… Te admiro e curto muito teus posts. Continue escrevendo e permitindo que mais pessoas possam se “melhorar” também. Sucesso sempreeeeee lindonaaaaa.

  3. Camila Freitas 4 meses atrás

    Ótimo texto Dani!
    Concordo contigo, depois que a gente aprende a se amar, transborda amor, passamos a ser amor da cabeça aos pés.
    Parabéns pelo texto!

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