Muitas mulheres sonham com o dia em que se tornarão mães, durante a gestação elas se preparam para receber seu amado bebê, decoram o quarto, preparam o enxoval, compram brinquedinhos, organizam tudo para a chegada do seu filho amado, imaginam seu rostinho, com quem será parecido, idealizam o dia do seu nascimento e se informam muito a respeito desse novo mundo a ser explorado.

O dia do nascimento de um filho está entre os dias mais felizes e realizadores da vida de uma mulher. Eu ainda não sou mãe, mas digo isso baseada no convívio que tenho com muitas mães e também por ter lido vários relatos de parto.

Como não seria feliz o dia em que mulher presencia o milagre da vida ao trazer ao mundo uma nova vida?

Apesar de ser um dia feliz, existe algo que pode marcar esse dia tão importante e transformá-lo em um dia traumatizante: a Violência Obstétrica. E infelizmente esse tipo de violência é mais comum do que podemos imaginar, muitas mulheres já sofreram com isso no passado e outras ainda continuam sofrendo em pleno século XXI.

Vale ressaltar que não é apenas a mãe que sofre com esse problema, pois o bebê também é vítima indefesa dessa violência absurda. As consequências, que podem ser físicas e/ou psicológicas e podem influenciar negativamente a vida da mãe e da criança, causando males muitas vezes irreversíveis.

 

>>>>>>>>> O que pode ser considerado como violência obstétrica?

 

  • Impedir que a mulher seja acompanhada por alguém de sua preferência antes, durante e após o parto (Lei do Acompanhante – Lei Nº 11.108, de 7 de Abril de 2005.)
  • Tratar uma mulher em trabalho de parto de forma agressiva, não empática, grosseira.
  • Tratar a mulher de forma inferior, dando-lhe comandos e nomes infantilizados e diminutivos, como se ela fosse incapaz.
  • Submeter a mulher a procedimentos dolorosos desnecessários ou humilhantes (lavagem intestinal, raspagem de pelos pubianos, posição ginecológica na sala, com portas abertas).
  • Fazer graça ou recriminar a gestante por qualquer característica ou ato físico (obesidade, pêlos, estrias, evacuação).
  • Fazer graça ou recriminar comportamentos como gritar, chorar, ter medo e vergonha.
  • Fazer qualquer procedimento sem explicar antes o que é e sem pedir permissão.
  • Submeter a mulher a mais de um exame de toque (que só deve ser feito se for estritamente necessário), sem o seu consentimento, mesmo que para ensino e treinamento de alunos.
  • Dar hormônios para tornar mais rápido e intenso um trabalho de parto que está evoluindo normalmente.
  • Cortar a vagina (episiotomia) quando não há necessidade (o procedimento cabe em 5 a 10% dos partos).
  • Dar um ponto na sutura final da vagina de forma a deixá-la menor e mais apertada para aumentar o prazer do cônjuge.
  • Subir na barriga da mulher para expulsar o feto (manobra de Kristeller).
  • Submeter a mulher e/ou o bebê a procedimentos feitos exclusivamente para treinar estudantes e residentes.
  • Permitir a entrada de pessoas estranhas durante o atendimento (estudantes, residentes ou profissionais de Saúde) sem o consentimento prévio da mulher e de seu acompanhante.
  • Fazer uma mulher acreditar que precisa de uma cesariana quando ela não precisa.
  • Dar bronca, ameaçar, chantagear ou cometer assédio moral contra qualquer mulher/casal por qualquer decisão que tenha sido tomada.
  • Submeter bebês saudáveis a aspiração de rotina, injeções e procedimentos na primeira hora de vida, antes que tenham sido colocados em contato pele a pele e de terem tido a chance de mamar.
  • Separar bebês saudáveis de suas mães sem necessidade clínica.

 

Uma maneira da mulher garantir seus direitos é escrevendo um Plano de parto, pois neles são descritas todas suas vontades, referentes ao que gostaria e o que não gostaria que fosse feito durante seu trabalho de parto em relação ao seu corpo e seu bebê. Esse plano deve ser do conhecimento do médico e da direção do hospital, para que imprevistos sejam evitados e as preferências da parturiente estejam claras para a equipe que vai acompanhá-la. Caso o plano seja desrespeitado e a mulher for submetida a atitudes de violência, ela está no direito de realizar uma denúncia.

Para denunciar o ocorrido é preciso de uma cópia do prontuário no hospital e escrever uma carta detalhada com tudo o que aconteceu, enviando-a para a ouvidoria do hospital, para a diretoria clínica, para as Secretarias Municipal e Estadual da Saúde, se o parto foi no SUS. Se foi na rede particular, a carta deve ser encaminhada para a diretoria clínica do hospital, para a Diretoria do Plano de Saúde, para a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e para as Secretarias Municipal e Estadual de Saúde.

 

“A conscientização e a denúncia são armas importantes para combater a violência obstétrica.

Ajude as mães a terem essa clareza e garantir seu bem-estar e de seu bebê.”

 

 Compartilhe esse texto, para que o máximo de mulheres possa ler e estar ciente do que pode e não pode ser submetida na hora do parto, para que ela tenha um momento digno e respeitoso e seu filho venha ao mundo através de um nascimento humanizado independente do tipo de parto.

Decidi abordar esse tema antes do previsto, pois ontem uma amiga veio me pedir ajuda na divulgação de um protesto contra a violência obstétrica em Santa Maria. Para maiores informações, segue o link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/204783400054377/?ti=cl

 

Espero que gostem do texto e que ele ajude muitas mulheres! Beijos e até o próximo  ???

Fontes:

http://desenvolvimento-infantil.blog.br/violencia-obstetrica-mais-comum-do-que-voce-imagina/

http://www.despertardoparto.com.br/o-que-e-plano-de-parto.html

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