Estes dias me deparei com uma necessidade que me fez refletir sobre o fato de não ter uma foto legal minha para colocar no perfil do blog, FOTO MINHA, sem minhas filhas, sem barriga de grávida (hehehe… são as melhores). Aliás tinha pouquíssimas fotos onde eu aparecia, só minhas filhas ou com o meu marido e demais pessoas. Inúmeras fotos no meu celular, onde eu simplesmente não apareço. Sim… sou sempre eu quem tiro as fotos.

A menos que você seja fotógrafa, isto gera uma sensação ruim… Onde estou nas fotos? Comecei a refletir sobre isso, e percebi que desde que engravidei a primeira vez, doei meu corpo para este serzinho pelo qual senti tanto amor, que esqueci de mim… parei de SAIR NAS FOTOS e também tirar fotos minhas, só minhas.

“Coincidentemente”, a noite fomos jantar na casa de meus sogros, e eles conseguiram transformar inúmeros slides (forma comum e “moderna” de revelar fotos na dec. de 70), em imagens digitais. Fomos assistir na TV, em família, este verdadeiro “tesouro escondido” da infância de meu marido e da família dele revelado. Quando estávamos na centésima foto mais ou menos, percebemos que minha sogra quase não estava nas fotos. Havia todos menos ela, alguém pergunta, sobre isso e uma ficha gigante cai sobre mim.

Minha mãe também está em poucas fotos da minha infância. Eu estou fazendo isso… leia-se aqui que fotos são a importância que damos para nós, nossa existência. Quantas vezes, com a maternidade, deixamos de sair na foto, deixamos de nos olhar, nos perceber, embebecidas com a linda evolução dos filhos, o quanto crescem e a magia da vida acontece. Enquanto isso, e nós?

Deixar de nos dar prioridade, não que isso seja  mal, acho que a maternidade faz estas transformações viscerais que nos tiram do EU no centro do mundo, que cá entre nós são o que nos fazem amadurecer e desenvolver o altruísmo na veia, NO ÚTERO (hehehe) e nos tornarmos pessoas melhores e mais desenvolvidas emocionalmente por isso, mas precisamos dosar isso!

Por trás disso tudo vem também a não aceitação da nossa “nova” imagem, este novo “eu” modificado pela maternidade. SOBRE ISTO  tem tanto a falar que será outro post! Mas a exigência do inconsciente coletivo que você passe pela maternidade e que ela não modifique seu corpo…

Sei que o que estou contando aqui não é uma regra, refletindo um pouco mais sobre isso acredito até que este “fenômeno” aconteça ainda mais quando temos mais de um filho. Deixamos de nos priorizar, claro é necessário, as vezes por um tempo enquanto pequeninhos, mas não façamos por toda vida.

Precisamos sair nas fotos porque eles, nossos filhos, e nós também, vamos querer ver a nossa evolução e o nosso amadurecimento. Apareça, se olhe, se curta e se ame… se cuide, aceite que também é a sua prioridade, para assim também sermos capazes de amar e receber amor sem frustrações! Digo também para mim e assim não esquecer de fazê-lo.

 

Abraços fraternos,

Paty Rizzatti

 

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