Não é raro ouvir pessoas falando sobre o custo que é ter um filho. Dois então, nossa! Três? Só se vier por descuido; ninguém em sã consciência escolhe ter três filhos em um mundo caro como o de hoje.

Pois eu penso que o que gastamos com nossos filhos hoje é, geralmente, muito além do que eles realmente precisam, por isso tenho dificuldade de entender esse paralelo direto que muitos fazem entre filhos e gastos. Sim, não posso negar que ter filhos custa dinheiro. Claro! É preciso um planejamento, ainda mais se o objetivo é formar uma família grande. Mas é notório que, em geral, nosso pensamento é: quero ter condições de proporcionar para o meu filho tudo aquilo que eu não tive. Ou seja, muito além do que eles realmente necessitam.

Quando nasce um filho ele não precisa de um quarto decorado e exclusivo, ele não precisa de todos os brinquedos da Fisher Price que se puder comprar (na verdade, a grande parte dos bebês fica bem alegre com colheres de pau e potes de cozinha…rs) e nem das roupas caras que vemos nas melhores lojas da cidade. Crianças também não precisam fazer balé, natação, inglês, judô, culinária e jardinagem. Não.

Filhos precisam de pai e mãe que sejam pai e mãe. Precisam de carinho, de tempo de qualidade, de boas risadas, de tempo para serem crianças e muito, muito amor.

Quantas vezes já vi um ou outro brinquedo das minhas filhas atirado, no fundo do organizador de brinquedos, há meses e meses. Quantas vezes já levei elas pra passear num shopping lotado e com tantas e tantas opções nas lojas que chega a tontear, quando tudo que elas gostariam era de um piquenique no parque. Quantas vezes já comprei roupas e sapatos que , no fim das contas, tiveram pouco uso e logo não serviram mais. Inúmeras!  Sem comentar sobre as festas de aniversários que cada vez mais são verdadeiros espetáculos. Perdeu-se a alegria de um parabéns dentro de casa, a sala enfeitada com balões coloridos, na companhia dos melhores amigos . Tempo bom! Aqui ainda cultivamos isso.

Meu marido sempre afirma que para ter um filho gastamos “x” mas para ter dois, não gastamos “2x”.  Quando o segundo filho chega, o primeiro aprende a compartilhar. Isso é lindo! Aprende a compartilhar o quarto, as roupas, os brinquedos e até o sorvete, dependendo da ocasião. E que aprendizado!

Minhas filhas me ensinam muito, mesmo. E, com certeza, um dos maiores ensinamentos que eu tenho com elas é de como crianças precisam de tão pouco, materialmente falando, para serem felizes.  E ainda, como precisam de muito, muito mesmo, emocionalmente falando.

Existem coisas que dinheiro nenhum compra. Prefiro que elas tenham minha atenção, meu tempo, meu zelo e meu amor mais do que todos os bens materiais que o dinheiro possa comprar.  Minhas filhas hoje são meu legado, meu maior projeto de vida. Por isso afirmo que ter um filho não tem preço.

 

Como família aqui procuramos sempre nos organizar, nos planejar financeiramente mas, acima de tudo, estar com elas. Por isso digo, e repito, importa que entendamos a importância de darmos menos presentes;  e mais presença.

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