Eu adoro observar as pessoas. Pensar sobre os motivos que as levam a tomar certas atitudes. Mas eu gosto ainda mais de me observar. Muitas vezes julgamos os outros pela antipatia sem conhecer os motivos que os levaram a agir de tal forma. Sabe-se lá se naquele dia ela não estava sofrendo um luto, com uma divida enorme no banco, com um ente querido hospitalizado ou até mesmo de coração partido pelo término de um grande amor. Confesso que já fiz isso algumas vezes e depois senti vergonha de mim mesma.

Julgamos as pessoas pelo que transmitem em fração de segundos, por um aperto de mão, pela maneira de se vestir, pelo sorriso que deixou de mostrar ou até mesmo pelo excesso dele. Quantas mulheres sorridentes como eu já não foram mal interpretadas? Homens que não sabem receber um largo sorriso sincero acreditam que a mulher que faz isso certamente está dando mole enquanto do outro lado a pessoa nem quer saber seu nome.

Julgamos as pessoas mentalmente o tempo todo, automaticamente. Formamos pré-conceitos que muitas vezes não condizem com a realidade porque em nossa cabeça a imagem que se forma acompanha hipóteses óbvias de uma vida que sugerimos existir.

Acontece que ninguém sabe exatamente o que se passa na vida de ninguém. Talvez aquela pessoa ríspida esteja sofrendo além da conta pela perda de um filho, talvez se escondendo através de uma rejeição. Talvez uma simples dor de barriga esteja ocorrendo no exato momento que o telefone tocou e você sentiu que do outro lado não estavam querendo esticar a conversa com você. Pronto! Isso é motivo suficiente para colocar a criatura na lista negra para todo o sempre.

Quanto gasto de energia com questões que nunca existiram. Com desavenças desnecessárias. Com falsas interpretações. Com suposições distorcidas. Exageros. Problemas de ego. Vaidade. Competitividade.

Uma coisa eu aprendi nessa vida. Sempre existirão três lados de uma mesma história. A minha verdade, a sua verdade e a verdade. Duas delas carregadas de emoções e pontos de vista um pouco distorcidos em função dos sentimentos e uma percepção que só quem está completamente neutro na história consegue avaliar com senso de justiça e coerência.

Isso também é um problema. A falta de coerência. Não saber separar o olhar de mãe, pai ou amigo na hora de dar razão para quem tem razão faz com que a pessoa não consiga opinar com sabedoria, mas com o coração. E coração nessas horas não costuma raciocinar. Toma partido, defende com unhas e dentes e não deixa espaço para o cérebro atuar.

Por isso a importância de ter cabeça fria e não tomar partido nas desavenças dos outros. Cada pessoa tem seus motivos para reagir da forma que for. É preciso parar e olhar para si na hora do embate e verificar a sua parcela de culpa no que desencadeou a desavença. Respirar fundo e tentar resolver da forma mais diplomática possível ou quem sabe até ignorar. Tem coisas que não vale a pena dar ibope. Tudo aquilo que custar a tua paz não deve ir adiante. Além disso, como você gostaria de ser lembrada?  A famosa frase “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” não está entre as mais repetidas por acaso. Seja leve. Pare de julgar as pessoas e observe como a vida fica melhor.

 

Por Renata Miranda 

2 Comentários
  1. Dani Limberger Coach 4 meses atrás

    pura verdade! também penso dessa forma.

  2. Renata Miranda 4 meses atrás

    Acho que julgar é algo muito natural do ser humano. Por isso a reflexão é necessária, porque devemos exercitar diariamente o não-julgamento. 😚

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