Este relato é totalmente baseado na minha experiência, não sei se é ou foi da mesma forma para outras mulheres altas…

Vamos começar, pelo começo (hehehe), ser uma menina alta não é definitivamente fácil! Primeiro porque na escola sempre as menorzinhas são as mais queridas das professoras e dos colegas, são as “inhas”… coisa que nunca fui, até porque o diminutivo do meu nome e apelido nunca seriam legais (Patricinha ou Patinha… kkkk).

            A sensação que tenho é de que te olham como se pudesse e tivesse que agir de acordo com a sua aparência de idade, e não a sua idade cronológica, o que para uma criança não é fácil. Faço este comentário a cada nova professora da minha filha: olha ela só é grande por fora, porque nas atitudes e dentro ela é uma “bebezona”. E isto só é possível de se dizer quando se têm experiência própria.

Minha mãe é uma mulher pequena, menos de 1m e 60cm. Meu “primeiro modelo” feminino foi ela, então achava lindo ela ser pequena, miúda e delicada, achava que aquilo era ser feminina… E meu pai bem mais alto (+ ou – 1m e 82 cm).   

Desde pequena, quando a menina será uma mulher alta ela já é grandona, coisa que com os meninos não é igual, pode acontecer de um menino ser pequeno e na adolescência dar o famoso “estirão” de crescimento. Ouvi isto de vários pediatras, a menina não engana, já mostra desde pequena a estatura futura.

Já na puberdade percebi que na minha turma ninguém se interessava por mim e os maiores estavam muito além naquele momento… é comum que homens já te olhem com olhares de que você é uma moça… sem ser.

Fora as viagens para cidade da família da minha mãe e os comentários, na adolescência, “- nossa, mas tu não para de crescer…”? – “pobre da Paty, não vai achar namorado/marido do tamanho dela!” e por aí vai…

Os saraus nas garagens e não ter com quem dançar, a sensação é de quer ser alta definitivamente não é uma coisa boa, é forte! As baixas e médias, são sempre as populares da escola e do condomínio…

Com 1m e 78cm, desenvolvi uma “teoria” de que no mercado Homem x Mulher a “facilidade” maior se encontra quando você é uma mulher baixa, porque você “atinge” vários públicos: os baixos, os médios e os altos. E o homem alto, porque também “usufrui” desta mesma vantagem: mulheres baixas, médias e altas. Ou seja, ser uma mulher alta e um homem baixo é uma “desvantagem competitiva”. Usando uma linguagem empresarial para fazer uma analogia, claro.

Embora não tenha tido dificuldades, confesso, de encontrar meu “par”, pois desde os 16 anos estamos juntos, e ele é um pouco maior que eu 10 cm (ufa… lembra do meu modelo feminino… hehehe).

Aos poucos fui percebendo que havia benefícios em ser alta, no time de vôlei, mesmo sem muito talento, minha técnica sempre apostava em mim. Também no “manequim” que meus pais me colocaram ainda criança, logo fui identificada como um possível “talento” por ter altura. E estas coisas foram agregando para que fosse gostando mais da minha “condição”.

A questão é que ser diferente da maioria, não é fácil, ser fora do “padrão” é muitas vezes complicado, e isto para outras condições também de pele, cabelo, altura, peso… tudo colabora para que você se sinta um pouco na “margem” e sinta dificuldades de se encaixar por isso…

Mas com o tempo você aprende a gostar-se do jeito que você é com o tamanho que você tem, com as vantagens e desvantagens de ser do jeitinho que você é! E isto a maturidade nos trás, a tal da autoestima e a autoconfiança que para isso tamanho nenhum faz diferença! Cada um tem a beleza de ser do jeitinho que é…

Abraços fraternos!

 

Paty Rizzatti

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