Sei que prometi outro texto para hoje, sobre a honra de receber o prêmio de blogueira destaque, e a importância do blog de todas na minha vida, mas no decorrer da semana constatei que hoje é Dia Internacional da Mulher, e não podia deixar esse dia tão importante passar, sem escrever nada sobre ele. O texto que havia prometido, juro, fica para a próxima semana.

 

Então Dia Internacional da Mulher! Além da mídia e do comércio caindo de pau em cima, querendo lucrar mais e mais, sempre, além das lindas mensagens, das promoções em diversos estabelecimentos, dos vários eventos glamorosos, e claro, importantes, enfim, o que representa esse dia? Até agora, o que conquistamos? E será que chegamos onde queríamos? Será que fizemos por merecer todas as lutas de nossas ancestrais? Onde tantas mulheres um dia colocaram suas vidas em risco, e muitas outras morreram, buscando por um mundo de igualdades, onde sejamos tratadas com respeito, e com as mesmas oportunidades que os homens.

 

O Dia Internacional da Mulher tem o intuito de comemorar, lembrar, e homenagear as lutas e conquistas das mulheres, por melhores condições de trabalho, de vida, e o direito ao voto. Inicialmente comemorado nos Estados Unidos, tendo a ideia surgido no final do século XIX, e sendo implementado no início do século XX, seguido por vários países da Europa, nos anos seguintes. Mas apenas em 1975, que ficou designado como ano Internacional da Mulher, a ONU adotou o dia 08 de março, para marcar estas celebrações.

 

Muito já se conquistou até agora, já conseguimos derrubar muitos padrões, conquistamos direitos, destituímos obrigações, e conquistamos igualdades em muitos quesitos e setores. Mas ainda recebemos salários inferiores, ainda não temos as mesmas oportunidades de emprego, somos preteridas aos homens nas seleções de alguns cargos, somos vítimas de violência, pelo simples fato de sermos mulheres. Somos julgadas por situações, ou comportamentos, que para os homens é considerado normal, ou sinônimo de masculinidade. Mulheres tem comportamento machistas para com as outras, acreditam que isso é coisa de homem, e aquilo de mulher, como se fossem papeis distintos, definidos e imutáveis.

 

Eu luto por um mundo igualitário, onde eu ocupe um cargo, antes ocupado por homens, e que isso seja encarado com normalidade, que meu talento, meu empenho sejam valorizados, acima do fato de eu ser homem, ou mulher. Onde o meu salário seja correspondente a posição que ocupo e responsabilidade do trabalho que exerço, e que seja igual aos dos homens. Que eu posso andar na rua, em qualquer horário, e não seja estuprada, e depois julgada, por ser mulher e… “também, o que ela fazia na rua”, “pediu né?!”. Onde eu não seja assediada, e responsabilizada por causa da roupa que estiver usando.

 

Quero um dia perceber que a igualdade existe, sem ser imposta, que seja natural. Hoje ainda precisamos nos afirmar o tempo todo, lembrar de que somos iguais, seres humanos acima de tudo. Todos os dias escutamos comentários racistas, vemos nos jornais crimes cometidos contra mulheres, ficamos sabendo de alguém que foi descriminada. Trabalho em um setor, que apesar da inúmeras mulheres, ainda é dominado por homens, já fui muito descriminada, e sofro com isso até hoje, quando mais jovem, era pior ainda, fui chamada de secretária, não que seja ofensivo, nem um trabalho de menor valor, mas foi de forma preconceituosa, como se eu fosse inferior aos homens que trabalhavam em igual posição na empresa, então não pudesse se dirigir a mim da mesma forma.

 

Sou uma feminista assumida, e até mesmo radical, visto por algumas pessoas, inclusive mulheres. Cresci vendo um homem se sobrepondo a uma mulher de forma covarde, aproveitando-se do fato de ser homem, para subjuga-la, humilhar, desprezar, valendo-se da força física, melhor salário, e dos conceitos machistas tão conhecidos na nossa sociedade. Me revoltava, e decidi que eu não iria passar por isso, pelo menos não ia passar quieta. Uma amiga me diz, não sei como tu te casou, não tem trauma de homens. Muito simples, eu não tinha muita certeza do que eu queria, mas sabia exatamente tudo aquilo que eu não queria. Tenho esperneado desde então, protestando sempre! Procurei ser uma mulher independente, que tenho total controle sobre as minhas decisões, tenho o meu dinheiro, tenho uma relação franca com meu marido, onde respeitamos nosso espaços, direitos e deveres.

 

Não quero que as mulheres sejam mais que os homens, não quero um mundo feminazi! Quero um mundo igualitário. Nós mulheres precisamos nos unir mais, assim como as guerreiras que tanto lutaram por nós no início do século passado. Parece que com o passar dos anos, nos acomodamos, entramos em uma zona de conforto. Mas a guerra ainda não acabou, temos muitas batalhas ainda, só que precisamos estar juntas para vencer. Parece que cada uma ‘puxa para um lado’, quando na verdade estamos buscando por um bem comum, por um mundo melhor para as nossas filhas. Religião, partido político, raça, classe social… Nada disso pode ser maior do que a união, do que o afeto, a amparo, que precisamos ter umas nas outras. Vamos levantar, juntas, e buscar pelo mundo que queremos.

 

Bom mulherada, esse é o meu recado dessa semana, espero que conseguimos vencer muitas batalhas, juntas. Até a próxima quinta, com texto que prometi na semana passada, sobre o prêmio de blogueira destaque, e o blog de todas na minha vida. Um beijo, e boa semana!

 

0 Comentários

Envie uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

FALE CONOSCO

Nos envie seu um e-mail e nós retornaremos para você, o mais rápido possível.

Enviando

©2018 BLOG DE TODAS desenvolvido com muito amor.

Fazer login com suas credenciais

ou    

Esqueceu sua senha?

Create Account