Slow fashion: um novo conceito de moda. – BLOG DE TODAS

Hoje quero falar sobre moda, mas não é sobre tendências da estação ou sobre o que você deve vestir de acordo com seu tipo físico.

Quero saber o que você pensa sobre esse novo conceito de moda: o Slow Fashion. 

O Slow Fashion traz para nossa realidade a desaceleração do consumo, o fim dessa corrida desenfreada para seguir tendências de uma moda descartável e a busca por uma moda mais sustentável.

A ideia de slow fashion, ou, slow design, surgiu em 1986, na Itália, no âmbito da gastronomia em paralelo com o movimento slow food, uma corrente que defende que a busca do prazer, ao praticar culinária, deve estar tanto no ato do preparo do prato quanto na degustação dos alimentos, em oposição ao fast food, que são pratos rápidos, com ingredientes processados, pouco nutritivos e trabalhadores mal remunerados. E no caso do vestuário há muitas semelhanças nos conceitos tanto no slow quanto fast food, pois enquanto no fast fashion não se dá muita importância para quem criou as peças, como foi sua produção, sua qualidade e seus prejuízos ambientais e dos trabalhadores com más condições, no slow fashion o pensamento segue o caminho de criação da cozinha lenta. Neste processo, a criação dá ênfase ao design selecionando matérias primas, buscando qualidade e fabricação de peças duráveis e atemporais (fonte: Garcia apud Marchioro, 2010).

A produção nesse sistema não tem lançamentos constantes, há preocupação com os detalhes de acabamentos,  a escolha de bons tecidos e modelagens atemporais. As peças são feitas para serem usadas por vários anos e a qualidade é pensada desde a origem dos tecidos até nas condições de trabalho de quem costura as roupas.

Muitos estilistas já apresentam em suas coleções e desfiles esse conceito e tem se empenhado em divulgar essa nova visão deste mercado de consumo que vai contra a busca somente pelo lucro, muitas vezes alcançado as custas de péssimas condições de trabalho dos envolvidos nessa cadeia de produção.

Acredito que já está saturada a necessidade de comprar por comprar, de correr para alcançar todas as tendências de moda, que surgem a todo momento e nesse mesmo ritmo são descartadas, peças com péssima qualidade,  e que escravizam trabalhadores para conseguir oferecer preços mínimos de venda.

Como disse o estilista Ronaldo Fraga, um defensor deste conceito, em uma entrevista à revista Elle: “Não tem como um vestido custar R$ 30, tem sangue pingando por ali.”

Fonte: Revista Elle

O mundo sente a necessidade de melhor qualidade de vida, da preocupação com a sustentabilidade e o que vestimos não tem como ficar fora deste processo. O surgimento de tecidos de produção orgânica, tingimentos naturais, processos artesanais, customização e novos usos para peças antigas ajudam a proteger nosso planeta e trazem ao mundo fashion lindas criações com um propósito muito maior do que apenas vestir e sim fazer parte de uma cadeia de produção que tem a roupa como uma linguagem, um novo estilo de vida, onde a moda não está sendo imposta a qualquer custo e a beleza não é artificial, é perene, é sustentável!

E você, o que pensa sobre o fast fashion e slow fashion?

Qual seu conceito sobre a moda?

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