Pra começar quero dizer que não farei aqui campanha para que todos tenham mais de um filho, até porque acredito que cada um sabe da sua vida e o que é capaz de lidar. Assim como, que nem todo mundo tem que ter filho, o instinto materno e paterno não vem “literalmente de fábrica”. Tem gente que nem consegue cuidar de SUA PRÓPRIA vida, quem dirá de um filho…

Falemos do segundo filho (ou mais), nunca tive na minha cabeça a intenção de ter uma só, sempre quis família grande, senti falta de mais irmãos (só tenho um), e achava muito injusto que famílias que tem capacidade econômica e emocional dessem todo amor e condições de educação para um só filho, enquanto que os menos favorecidos, tivessem uma penca de filhos, ora deveria ser para quem Deus deu mais possibilidades o dever de retribuir ao mundo também…hehehe!

Este é um questionamento de criança que ronda a minha cabeça, além de que estaremos reforçando que teríamos cada vez mais crianças com menos capacidade de lidar com o não ser o “centro das atenções”, mais egoístas e não sabendo lidar com as frustrações.

Ok, vocês estão me perguntando quem garante que isto é uma regra dos filhos únicos? Sim, não é, até porque com filhos e seres humanos NÃO há uma equação a ser feita que tenhamos um mesmo resultado, NUNCA! O que posso aqui garantir é que sim, para minha primeira filha foi enriquecedor, sim, ela percebeu que o mundo não gira em torno dela e sim, eu quero que ela seja uma pessoa que enxergue o mundo com olhos reais e não uma bolha, e sim o sofrimento faz parte!

Todos os dias percebo que as crianças cada dia mais tem uma vida social resumida à escola. Não como a maioria de nós que chegávamos da escola e tínhamos uma porção de vizinhos para brincar na rua, ou no prédio. O que vejo hoje são famílias fechadas nos seus mundinhos, crianças mergulhadas nos tablets e celulares, nos SEUS brinquedos, cada vez em maior número. Como teremos adultos com maturidade emocional se forem sempre os ÚNICOS…?

Sim, não é fácil… não é só colocar mais água no feijão, mas ninguém falou que seria fácil, ninguém falou que você passaria pela maternidade “impune”, sem que nada mudasse. “Se não quer brincar, nem desce pro play” (KKKK) se quer manter sua vida sem abrir mão de nada, NÃO TENHA FILHOS!!

Percebo muitos adultos pouco dispostos a abrir mão de suas saídas, suas roupas da moda, carros do ano, salões de beleza, mestrados, horas de sono e tal, para terem mais um filho. Ah… o TER baseando nossas vidas!

O que vejo é todos os dias minha filha maior (7 a) com os olhos agradecer por ter uma companhia, ela espera a maninha (quase 3 a) para mamar de manhã e faz de conta que tem que pegar alguma coisa no quarto só para acordá-la e ter a sua companhia. Todos os momentos em que as ouço brincar no quarto ao lado, todas as noites em que escolhem deitar na mesma cama para adormecerem juntas e curtem muito a parceria uma da outra: escovando os dentes, comendo, vendo desenhos… Se brigam? Sim, e isto faz parte da aprendizagem, de lidar com o diferente, da concorrência, que é normal!

Meu coração se enche de amor quando percebo que não as deixarei sós quando partir, (nunca sabemos a nossa hora) pois terão uma a outra. Pode ser que quando crescerem não sejam as melhores amigas, mas saberão que terão sempre uma a outra.

Mais uma vez digo NÃO estou fazendo apologia, quero dividir a minha experiência e gerar em vocês uma reflexão… Estaremos reforçando em nossos filhos o egoísmo, o foco no TER, sendo filhos únicos? Que pessoas estamos entregando para o mundo? Pense nisso…

Abraços fraternos!

Paty Rizzatti

 

 

 

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