Um dia comum de aula em uma escola pública gera um interessante debate sobre um importante tema ético :”os direitos dos animais”. 

 

Tem brócolis?

Pedro, dezesseis anos, altura mediana, cabelo escuro até os ombros, vestindo calças jeans, espinhas no rosto, camisa cinza, sapatos pretos, mochila verde musgo, olhos castanhos, Rg 10xx00x1x1, movia-se, caminhando calmamente em direção à escola. Cursava o segundo ano do Ensino Médio em uma escola pública. Nesse dia de aula, algo diferente do comum aconteceu. Após aulas de geografia, química, e três períodos cansativos de matemática, logo chega a aula tão esperada por Pedro, a aula de Filosofia.

A professora chega apressada, vem de uma sala no andar de cima, após cinco outros períodos com outras turmas diferentes, começa a recuperar o fôlego, deixa a sua mochila preta na cadeira, procura um giz branco pela metade na base do quadro negro, coloca os livros na sua mesa e exclama: -Boa tarde! Hoje vamos fazer um trabalho avaliativo, para reforçar os temas vistos na aula passada.

Realiza a enfadonha chamada (burocracia exigida pela escola, cada professor(a) precisava repetir o mesmo ritual) e depois, com giz na mão esquerda, começa a escrever questões que devem ser realizadas pelos alunos em grupo. Começando a escrever no quadro, lembra que esqueceu seu pote térmico, com brócolis verdinhos, sobre a mesa da sala dos professores, precisava guardá-lo na geladeira, e identificá-lo com seu nome, era o lanche para o intervalo das aulas; após terminar de passar as questões no quadro verde escuro, precisava resolver esse pequeno contratempo.

-Sairei por um instante! Esqueci de guardar meu pote de brócolis, voltarei logo; enquanto isso, comecem a ler o capítulo quatro do livro.

A professora sai da sala, os alunos ficam a se olhar. Pedro, que estava sentado, com olhar vago, perto da porta, encostado na parede com pichações, lança a pergunta aos demais colegas.

-Vocês já perceberam que a professora quase sempre come brócolis no intervalo? Sempre traz seu lanche, nunca a vi comprando guloseimas no bar hahahah.

Um colega responde: -Eu nem reparei em nada.

Outro aluno, que se encontrava sentado ao lado da parede com janelas (algumas delas com vidros quebrados), salta na conversa:

-Eu já reparei também! Alguém pergunte pra ela, o motivo de comer só pão de queijo e os tais brócolis! Será que ela tem alguma doença ou é alguma dieta?Mas, ela é tão magrinha hahahah.

Pedro responde:- Pode deixar comigo, eu pergunto!

Após a professora voltar e tentar dar continuidade as atividades, o curioso logo pergunta.

– Profe! Por qual motivo gostas tanto de comer brócolis hehehe?

– Ah sim. Não como mais carne, sou vegetariana. Procuro substituir a carne por alimentos que considero mais saudáveis e com vitaminas suficientes, por isso, gosto tanto de brócolis.

– Por que você não come mais carne professora, é só por questão de saúde então!? (Disse Helena, a aluna dedicada que estava, até então, concentrada no texto do trabalho).

Neste instante todos na sala de aula ficam ansiosos pela resposta, uns olham para os outros, tentando compreender o que se passava, o motivo da jovem professora “não comer carne”.

-Não como mais carne por uma opção ética, na verdade. Acredito que todos os animais possuem direito à vida; acho errado matá-los para saciar nossa fome, há outros meios de suprirmos nossas carências nutritivas, por isso sou vegetariana. Bom, mas esse tema, poderemos trabalhar em uma aula sobre bioética, que tal?

-Mas, as plantas, também, não são vivas, “fessora”!? (Perguntou Nádia, que sentava no bolinho ao fundo, sempre muito agitada, porém, sempre atenta a tudo).

-Ora, claro que sim Nádia, mas, elas não possuem sistema nervoso, portanto, imaginamos que não sintam dor. Aliás, a questão da dor é uma referência para usarmos como critério nesse caso do “comer” ou “não” algum ente vivo, dentro de uma perspectiva ética, mas, vamos pensar sobre isso depois.

O tema impactante foi lançado.

Os alunos começaram as problematizações, “mas, como isso!?”, “quem consegue viver sem carne?”, “será que a professora enlouqueceu, fez uma promessa?”, “vegetariana, essa é nova! Hahah”, “de que mundo ela veio!?”, “é de alguma seita religiosa?”. Enquanto isso, entre os murmurinhos dos alunos, Pedro continua a dialogar com a professora.

-Como você consegue, profe, eu não vivo sem carne! Humm aquele cheiro de churrasco delicioso, duvido que alguém resista!

– Pois eu sou vegetariana, há oito anos já!

-Uau, tudo isso!?

Helena então questionou: – Mas, alguns dizem que os animais foram feitos para nos servirem mesmo, afinal, para que serve uma vaca, por exemplo?

-Essa é uma visão equivocada, na minha opinião, Helena. Muitos animais existiam já na natureza antes mesmo da presença humana no planeta, é claro que os animais que foram domesticados por nossa espécie sofreram alterações causadas pela ação humana sobre eles, no decorrer de muito tempo e hoje isso é realizado, também, pela seleção artificial, com métodos científicos mais apurados, portanto, de forma mais rápida, até mesmo clonagem é possível hoje. Mas, isso não significa que possamos tratar esses entes vivos meramente como “objetos descartáveis”, afinal, eles, sem dúvida, percebem o ambiente, reagem às coisas e sentem. Alguns estão muito próximos a nós, na verdade, como outros mamíferos e primatas, em especial, que carregam uma carga genética muito similar a nossa. (Respondeu a professora)

-Mas, na natureza um animal devora o outro. (Disse Pedro).

-É verdade, há isso sim, mas, nem todos são carnívoros, os humanos, por exemplo, são geralmente classificados como “onívoros”, mas, hoje, podemos muito bem substituir proteínas obtidas com a ingestão de derivados de animais, por outros alimentos de origem vegetal. E lembre que os animais não possuem uma capacidade intelectual, racional, tal como a nossa, a qual nos permite refletir sobre as coisas, lidar com conceitos abstratos, repensar as coisas e buscar sempre melhores soluções possíveis para os problemas que se apresentam.

-Sim professora, mas, alguns animais são bem espertos, como meu cachorro Darwin, por exemplo, que sabe abrir até mesmo a porta da casa quando não está chaveada. (Disse Gabriel, que sentava bem na frente).

-Isso mesmo Gabriel, a isso chamamos de “inteligência animal”, diferente do simples instinto onde o animal age como se “estivesse programado geneticamente”(repetindo apenas o comportamento padrão da espécie a qual pertence). No agir “inteligente” o animal já é capaz de buscar soluções criativas e novas para as dificuldades que surgirem no ambiente, isso nossa espécie, também, possui, obviamente, mas, nossa capacidade racional não se restringe a isso. Lidamos com linguagem e, como já disse, conceitos abstratos. Você não verá um cão filosofando sobre a vida ou pensando “óh sou um cão, o que significa isso, vamos fazer uma revolução canina!?”, ou pelo menos nunca nos contaram hahahaha.

-Lá na Índia as vacas são sagradas! (Disse Antônio, ao fundo da sala).

-Então, é verdade, isso é por causa da religião Brâmane (vulgarmente chamada hinduísmo) que acredita ser a vaca um dos “últimos estágios de desenvolvimento de uma alma encarnada na Terra” antes de atingir a iluminação, ou seja, antes de se tornar “una com a totalidade”, ou você vive como uma vaca ou como um sacerdote brâmane ou ainda como um samâna meditando nas florestas e se alimentando apenas de ervas e água. É uma cultura muito diferente da nossa e, aliás, talvez, eu possa estar um pouco equivocada sobre o que disse, mas, pelo que lembro, do que já estudei a respeito, é essa a crença lá, podemos pesquisar mais sobre essa cultura em uma próxima aula se vocês tiverem interesse. Já aqui no RS é comum encontrarmos churrasqueiras nas casas das pessoas e é tradição fazer churrasco todos os domingos; o que seria algo “abominável” para um brâmane que certamente diria “você terá que pagar pelo pecado de comer a carne desse animal sagrado, voltando várias vezes à Terra, encarnando, por anos, de acordo com o número de pelos desse animal”. Como disse, são diferenças culturais significativas, já, na nossa cultura, por influência da tradição judaico-cristã, muitos acreditam que os animais devem nos servir, pois, teriam sido criados por uma divindade, a qual, também, criou o mundo; nessa visão os animais foram criados para essa finalidade mesmo “servir os humanos” (os quais, por sua vez, seriam “feitos à imagem e semelhança dessa divindade”), mas, isso depende de interpretações e mesmo as religiões, que carregam dogmas básicos aparentemente “inquestionáveis”, se adaptam às mudanças culturais no decorrer da história, por exemplo, hoje a Igreja Católica reconhece os conhecimentos da astronomia e o heliocentrismo, ao contrário da visão que defendia na idade média.

-Acredito que animais têm o direito de viverem bem, assim como humanos. (Disse Marcela, aluna que gostava muito de usar camisas de bandas de Rock).

-Há filósofos que pensam muito sobre isso, é uma questão importante hoje na bioética e muitos avanços já ocorreram no campo das leis até em nosso país como resultado da mobilização de grupos de defesa dos animais, como penas para quem maltrata animais e fiscalização sobre o abate de animais para que o sofrimento seja minimizado (se é que isso é realmente possível). Concordo que os animais devem ser tratados com dignidade e respeito, não são objetos; eles sentem. Não temos o direito de torturá-los apenas para atendermos necessidades ou prazeres humanos, não há nenhuma justificativa para tal, pelo contrário, penso que, por sermos entes capazes de pensar sobre as coisas, capazes de refletir, temos uma responsabilidade importante diante da vida no planeta. (Concluiu a professora).

Os alunos que estavam a acompanhar o diálogo já não conseguem mais se concentrar nas atividades que estavam realizando (uma pesquisa no livro sobre os filósofos do período moderno, Descartes em especial). A professora percebendo que o assunto se tornou polêmico, precisava dar continuidade ao tema tão “impactante”, em vista disso, decide trabalhar a questão na próxima aula, já que o curto período estava acabando, o que era sempre chato, já que Filosofia tinha, infelizmente, apenas um período na escola, diferente de outras disciplinas.

– Bom, alunos, sei que é uma questão impactante! Pois, então, na próxima aula vamos trabalhar sobre bioética e para isso vou trazer um documentário sobre a indústria da carne, denominado “Terráqueos”. Hoje precisamos realizar está atividade sobre “Filosofia Moderna”, é necessário fechar as notas de vocês e, se não conseguirem terminar hoje, tragam na próxima aula já pronto, certo!? Alguma dúvida? Eu vou passar nas classes de cada um agora para tirar dúvidas.

Passando de classe em classe, a professora tira as dúvidas dos alunos, sobre as questões a serem resolvidas, os estudantes voltam a se concentrar nas atividades, mas, muitos estão surpresos por terem uma professora que “não come carne”, e ao mesmo tempo aparentavam estar ansiosos pela próxima aula.

Enquanto a professora observava os trabalhos, os alunos comentam em voz baixa entre eles “tu viu que a professora não come carne!?”, “que coisa estranha!”. Faltava um minuto para terminar a aula, a professora começa a recolher os trabalhos prontos e fala:

-Aqueles que não conseguiram terminar, podem me entregar na próxima aula sem falta, por favor! E lembrem que vamos assistir o documentário “Terráqueos”. As cenas são fortes. Vocês querem assistir mesmo assim?

Um eco, em sincronia, os alunos respondem:

– Simmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm!

– Combinado. Espero que todos venham, avisem a Laura, está faltando muito! Bom resto de dia para vocês, até semana que vem!

O sinal, que mais parecia o toque de uma prisão, óóóóuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuummmmmm, anuncia o fim da aula.

Sorrindo a professora sai da sala calmamente, feliz, pois, os estudantes estavam ansiosos pela próxima aula a qual certamente renderia um bom debate.

Uma semana passou. Finalmente chegou a aula sobre bioética. A jovem docente, cansada e tentando disfarçar o desânimo pelo governo ter depositado seu salário parcelado e atrasado, chega apressada, vem do andar de cima até a sala da turma de Pedro, onde começa a recuperar o fôlego, deixa sua mochila preta na cadeira, repousa os livros na mesa, e exclama: -Por favor, silêncio pessoal! Boa tarde! Hoje trabalharemos sobre Bioética; mas antes de aprofundarmos este tema, vamos para a sala de vídeo assistir o documentário. Levem seus cadernos para anotarem possíveis dúvidas.

Os alunos dão um salto de súbito de suas cadeiras, é o sexto período de aula, uma quinta-feira, já estavam ansiosos em sair um pouco da sala (com o recreio tão curto, muitos nem saem da sala, ficam a dormir sobre os braços ali mesmo ou mexendo em seus hipnóticos celulares), pegam, então, seus cadernos e aos poucos vão deixando o ambiente de cortinas empoeiradas azul escuro, em direção a sala de vídeo.

Ao chegarem na sala de vídeo, cada aluno escolhe o lugar de seu agrado, uns preferem sentar nas cadeiras estofadas, outros sentam em qualquer lugar ainda mexendo em seus celulares.

Os alunos, estão sentados em lugares escolhidos, a professora dá continuidade à aula.

-Antes de mais nada, entreguem os trabalhos que faltaram sobre “Filosofia Moderna”. Hoje nossa aula será sobre Bioética! Bioética vem do grego ‘ bios ‘ vida. A bioética é um ramo importante da Ética que tem como objetivo orientar racionalmente a relação do homem com as demais espécies e com a natureza “como um todo”. É importante recordarmos a definição geral de Ética a qual já vimos em aulas anteriores, vocês já fizeram um trabalho sobe isso, alguém lembra?

-É agir de forma correta, justa de acordo com as leis? (Disse Mirna)

-Não exatamente, retomou a professora. Ética ou “Filosofia Moral” é uma importante disciplina filosófica que está classificada dentro da chamada “Filosofia Prática”, tem como intuito pensar filosoficamente sobre a Moral para buscar construir racionalmente uma teoria guia para “Moral” ou uma “Moral” “melhor”, de acordo com as referências tomadas previamente pelo pensador ou pensadora em questão. Por favor pessoal, prestem atenção, desliguem um pouco esses celulares! Lembrando que Moral, que pode ser vista, de certa forma, como “o objeto de estudo da Ética” é : o conjunto de valores que dizem respeito ao que é “certo ou errado”, “bom ou mau”, “bem ou mal”, que influenciam a conduta de indivíduos e grupos humanos em sociedade, valores esses que mudam de sociedade para sociedade e de época para época, entenderam!? Como introdução a este tema, vamos assistir, o documentário “Terráqueos”; este documentário é de 2005 escrito, produzido e dirigido por Shaun Monson; mostra como funcionam as fazendas industriais e relata a dependência da humanidade com relação aos demais animais, para obter alimentação, vestuário e diversão, além do uso em experimentos científicos, testes de cosméticos, etc. Na próxima aula, trabalharemos com mais ênfase sobre o que é Bioética, tomando como referência o vídeo que agora assistiremos, portanto, prestem atenção, certo!? Escutou Maicon, desligue por favor esse joguinho no celular, está bem querido? E Gean agora não vamos ligar os computadores, nada de “Face” ok!?

As luzes apagam, espantosamente um silêncio toma o lugar.

A professora então espera o “data show” ligar e nada acontece, pois, o computador travou. É preciso chamar o rapaz responsável pela sala do vídeo.

Tudo certo, agora vai…

Durante o documentário muitos alunos não conseguem olhar para a tela, ficam abalados pela realidade das cenas, as imagens deixam muitos comovidos; ouviam-se frases sussurradas ao fundo “Um animalzinho tão indefesso, e acontecer isso, ohh!”. Alguns alunos, acham tristes demais as cenas e a professora permite que se retirem e possam ir até a biblioteca esperar até o fim da aula realizando alguma atividade com base em revistas e livros de Filosofia. O vídeo prossegue, aos poucos surge um silencioso princípio de pensar filosófico a respeito do que estava sendo visto.

Grita o sinal da escola e logo a professora intervém, e esclarece o objetivo daquela aula.

-Antes de saírem, quero que escutem ainda algumas coisas breves. Lamento pelas cenas serem tão fortes! Podemos notar no vídeo a forma cruel como nossa espécie trata as demais espécies, mas, também, como somos dependentes dos animais para alimentação, vestuário, testes de cosméticos e remédios, e até para cruéis diversões e distrações como o exemplo do uso de animais em circos e rodeios (essa última parte, veremos na próxima aula, já que não tivemos tempo suficiente para concluir o vídeo). Um filósofo que viveu no século XIX, chamado Arthur Schopenhauer, dizia em seu livro “O mundo como Vontade e representação” que a Ética deveria estar fundamentada sobre o que ele pensava ser um sentimento natural, presente, também, em outras espécies, além da nossa, sentimento esse o qual denominava “compaixão” e que para ele era a “capacidade de comover-se com o sofrimento alheio, colocar-se no lugar do outro”. Schopenhauer dizia ser possível esse “colocar-se no lugar do outro que sofre”, pois, além de sofrermos (em algum momento de nossas vidas) tal como o “outro”, e identificarmos que o “outro” sente as coisas de forma similar a nossa, existiria uma base comum de toda a natureza, uma essência que era a mesma para tudo o que há, a qual ele denominava “Vontade”, ou o Ser, com letra maiúscula; nessa perspectiva então, tudo o que existe na natureza seria manifestação fenomênica dessa Vontade Universal, sendo assim teríamos algo fundamental em comum com outros entes vivos e mesmo com coisas inorgânicas e toda a natureza. Schopenhauer dizia que era possível perceber essa Vontade se manifestando na natureza em duas tendências básicas: de um lado o egoísmo, que revela o lado irracional dessa Vontade-essência, e que se expressa em espécies e indivíduos quando agem visando o próprio bem e sobrevivência em detrimento dos demais entes; a cadeia alimentar, um animal devorando outro, seria um exemplo disso na natureza. Por outro lado a compaixão, também, existe no mundo e é necessária para o equilíbrio das coisas na própria natureza, revelando um certo “grau” de consciência entre os entes que sentem ou percebem que há algo em comum entre eles e os demais, ou seja, a própria essência universal, a Vontade.

Espero que todos pensem sobre esse tema tão relevante e tragam-me escrito sobre o que pensam com relação à “indústria da carne” e essa questão da “compaixão”. Lembrem que o objetivo desta aula, não é torná-los, veganos ou vegetarianos como eu, mas, sim, que vocês pensem sobre a dependência de nossa espécie com relação as demais e a forma cruel como tratamos outros entes vivos, desenvolvam uma reflexão Ética. Tragam pequenos textos escritos sobre a problemática e vamos trabalhar na próxima aula. Tentaremos fazer, também, um debate, em círculo sobre esse tema; espero que todos participem, está bem!?

Toca o sinal novamente, anunciando que a escola estava prestes a fechar. Fim da aula.

Ao final do documentário muitos ficam a pensar sobre os animais explorados cruelmente pela própria humanidade, alguns comentam com colegas da possibilidade de virarem vegetarianos, mas, entre “pensar e fazer”, fazer é a tarefa mais difícil; no entanto, Pedro, ficou refletindo, melancólico, sobre a terrível crueldade tão real naquelas cenas, isso o acompanhou até chegar em casa.

Em casa, na hora do jantar, ao se sentar na mesa, o irmão de Pedro havia preparado “carne ao molho pardo” que ele tanto gostava, mas, nesse dia, apenas olhou e não conseguiu comer, optou pelas saladas de batata com maionese e cenoura que sua mãe havia preparado, e falou entusiasmado para os dois : -Tem brócolis?

Enquanto isso a TV anunciava uma propaganda de presunto de uma famosa empresa que meses atrás esteve envolvida em um escândalo de corrupção e carne adulterada.

por Patrícia Felden

(com colaboração do professor de Filosofia e Sociologia Paulo Vinícius)

 

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