Um dos objetos mais interessantes que conheço é a máquina fotográfica e sua evolução, a filmadora. Ter a possibilidade de eternizar momentos e pessoas em um flash ou em um vídeo, pra mim, é uma das melhores tecnologias já inventadas. Ok a internet nos une e nos possibilita intercambiar e divulgar estas imagens, mas o que seria da internet se não tivéssemos as imagens?

Em minha família as pessoas resolveram morrer cedo, não sei bem por que, mas por sorte, nesta mesma família temos um tio apaixonado por fotos e vídeos que possui um acervo invejável de diversos momentos que se tornaram inesquecíveis, daqueles que a gente não quer que termine nunca e quer relembrar sempre, em todas as reuniões familiares, mil vezes a mesma história.

As relações familiares não são fáceis, um monte de gente que saiu do mesmo lugar e depois ganhou mundo, ou não. Teve experiências profissionais e pessoais, ou não e definitivamente sempre querem coisas diferentes, a começar pela hora da festa e o cardápio, mas uma coisa as une. O sentimento de amor, os laços afetivos. Seja com lembranças boas ou nem tanto, a nossa família é constituída de pessoas que conhecem a nossa trajetória e de alguma forma participaram dela ou de parte dela. É uma reunião de pessoas que geralmente não consegue se reunir, mas que se ama, cada um do seu jeito.

Bom, o resultado desta paixão foi um acervo enorme de gravações, horas e horas de grandes momentos de interação entre os integrantes da nossa família. A! E não pense que todos gostavam das gravações e das fotos, mas no fim o “câmera” sempre conseguia amolecer o coração dos “atores” e todos, sem exceção participavam das filmagens e fotografias. A, se não fosse este lindo acervo, ficaria bem difícil de proporcionar a geração mais nova da família a conhecerem os trejeitos engraçados do vô que balançava a barriga enquanto ria ou os rompantes da vó que tinha um jeito carinhoso de chama-lo, o tio vestido de papai noel, a elegância da minha mãe em todos os momentos, suas reclamações, caras e bocas, maneiras de falar (muitas ainda mantenho), o amor entre os tios, o detalhe dos cabelos da época, os olhos das crianças, a mochila no cantinho do vídeo que traz tantas lembranças, os bebes que hoje são grandes homens e mulheres, enfim.

Nem sempre quando o “câmera” chegava as pessoas estavam dispostas a participar, e até hoje é assim, mas quando eu lembro do quanto estas gravações e fotos me fazem feliz, até hoje, eu participo das “grandes” produções caseiras, repito a entrada no churrasco, eu canto, danço e me jogo nesta linda forma de eternizar momentos.

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