Birras! Quem é mãe sabe que passar por esses momentos não é nada fácil e se for com dois é mais difícil ainda. Eu, na minha doce ilusão, pensei que não passaria por esses momentos com minhas filhas, pois tanto eu quanto meu esposo sempre conversamos muito com elas, mas criança é criança e, embora eu, como pedagoga, soubesse que as crianças passam por diferentes fazes e que birras também fazem parte do processo de desenvolvimento da criança, me senti frustrada .

Mas para tudo tem uma solução, basta parar, respirar fundo e lembrar que é apenas uma criança que não está sabendo lidar com suas emoções e cabe a nós ajudá-la. Para isso temos que manter a calma e isso não é fácil! Dá vontade de chorar e se for em um público nem se fala. Que bom seria se pudessemos ficar invisíveis como a heroína do filme quarteto fantástico. Mas em vez dela, nos transformamos na mulher maravilha, descobrimos que somos mais fortes e meticulosas para resolver as situações de conflito do dia a dia.

Quando acontece algum fato corriqueiro, que não compreendemos ou não sabemos como lidar, a melhor coisa a fazer é parar, observar, avaliar a situação e procurar entender o porquê. Foi o que eu fiz diante da birra aparentemente interminável de uma das gêmeas, a qual vou chamá-la de “Ge”. Ge ficou uma semana se atirando no chão quando ouvia um não ou quando não ganhava o que pedia. Então, muitas vezes, eu perdia a paciência e a ignorava, o que, com certeza, posso dizer, não adianta. Li muitos artigos na internet na qual a solução para esses momentos era ignorar a criança, mas posso dizer que é apenas um paliativo. Quem gosta de ser ignorado ? Ninguém! Todos gostamos de carinho, afeto, atenção, as vezes nem precisamos de palavras, apenas de um abraço e com as crianças não é diferente. Então em meio a minha luta para mediar essa situação descobri a terapia do abraço que deu super certo, um verdadeiro milagre. O que é? Abraçar! Como funciona? Quando a criança estiver em “crise” respire fundo, por mais brava que esteja você, abrace a criança, diga que você está ali para ajudar e defina para ela o que você acha que ela está sentindo como “ eu sei que você está chateado porque xxx., calma, eu estou aqui para te ajudar” e continue abraçando. Se for em um lugar tumultuado, pegue a criança no colo, retire-se com ela para um lugar mais calmo e continue abraçando que logo passa a crise. Depois que passar, em um momento mais calmo, converse com a criança sobre a situação, explicando porque ela não ganhou ou não pode fazer tal coisa. Se a criança não permitir que você a abrace, apenas abaixe e fique perto dela e diga que você está ali para ajudar. Abraçar seus filhos é reconhecer seus sentimentos, demonstrando que têm o direito de sentir o que sentem, sendo que os sentimentos não são nem certos nem errados, apenas são.

Se a birra for só com um dos gêmeos, leve para outro ambiente, se possível, pois ajuda muito mudar o ambiente e assim você consegue dar inteira atenção para a criança. Se for com os dois, também é bom ir para outra parte da casa ou se tiver na rua não redarga, apenas segure-os firme, tente ir para um lugar mais calmo , continue o processo de abraçar e dizer que você está ali para ajudar, diga também que você sabe que ele está triste ou chateado pelo motivo x e não brigue. Assim, somente depois de tudo calmo converse sobre a situação.

Um abraço reconhece os sentimentos da criança, seu amor e cuidado com ela. Permite que ela sinta-se segura o suficiente para começar a se acalmar. Comigo deu certo e sabendo de tantas mães que passam por essas situaçoes, não poderia deixar de compartilhar. Em apenas três dias tudo voltou ao normal. Isso não quer dizer que não aconteceu mais, mas não aconteceu com a frequência que acontecia antes da “terapia do abraço”.Hoje mesmo, quando comecei a escrever esse poste, tive que sair e a birra apareceu de novo, porém só precisei abraçar e ela mesmo me disse: “ deu mãe, já estou bem” e saiu sorrindo a brincar como num passe de mágica.

Acredito que o mais difícil é controlar os nossos sentimentos, as crianças são “crianças”, querem explorar o mundo, estão aprendendo a lidar com seus sentimentos e quando não conseguem acontece as birras, assim nós, que muitas vezes já estamos cansadas da rotina do dia a dia, acabamos brigando e até dando uma palmada, o que só piora a situação. Quem não gosta de um abraço? Quem sabe você também está precisando de um! Pois o dia a dia com gêmeos é cansativo, você precisa de um momento para cuidar de si. Dessa maneira, quando nos permitimos cuidar de nós mesmas, automaticamente cuidamos melhor de nossos filhos e diante de situações conflituosas conseguimos pensar melhor, agir com sabedoria e não apenas com emoção.

A pediatra das minhas filhas, que também é mãe de gêmeos, sempre me dizia nas consultas: “ Jana, quando você não souber o que fazer, sai pra fora , respira, conta até 10 e volta que conseguira pensar melhor”, fiz isso algumas vezes, uma super dica, não resolve tudo, mas ajuda. Temos de entender que para que nossos filhos cresçam alegres e felizes temos de estar bem, pois estando bem, conseguiremos orientá-los da melhor forma. Se puder, tire um dia ou uma hora para você. Eu sempre fui muito egocêntrica quanto a deixar minhas filhas com outras pessoas e isso não é bom, pois acabamos nos esgotando. Se puder deixar com alguém de sua confiança, não exite, você vai voltar renovada.

Comece a práticar a terapia do abraço com seus filhos, seja persistente, não desista, que o resultado é certo. Se fizer, volte nesse post e relate sua experiência. Juntas vamos ajudar outras mães.

Janaina Mânica

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Janaina Mânica

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