Gosto de pessoas verdadeiras, daquelas que não tem frescura, que não tem ‘joguinho’, que são o que são, e pronto. Sabe aquela pessoa que não guarda nada? Que fala tudo o que pensa? A sincera? Sem papas na língua? Pois é, assim que eu gosto! Acho que a verdade por mais que doa, ainda é melhor do que a falsidade, não suporto gente fingida, que faz de tudo para ser aceita, que sabemos que não é verdadeiro, ou aquelas ofendidas, que a gente nunca sabe por que lado chegar, gosto de coisas as claras, e por priorizar tanto esse comportamento limpo nos outros, também procuro, e as vezes sem querer mesmo, sou assim, verdadeira, sou extremamente transparente. Por muitas vezes fui mal interpretada por ser assim, sem filtro! Mas muito pior do que aquilo que eu falo, são as caras! Minhas expressões me traem, por mais que eu tente disfarçar elas me entregam, chega a ser vergonhoso.

 

Já passei por várias situações curiosas devido a minha falta de discrição nas expressões, momentos em que não consegui controlar minhas caras de descontentamento, contrariedade, isso quando não vai além do rosto, toda minha expressão corporal, e eu não consigo evitar, tento disfarçar, mas é muito forçado, fica pior ainda. Meu marido então precisou várias vezes explicar, já foram incontáveis vezes que em algum evento alguém falou para ele de canto, ‘porque a tua mulher está brava?’ E o coitado sempre tem que deixar claro, que não é só a cara que é feia mesmo, risos. Não sei se por defesa, mas tenha esse ar mais sisudo, cara mais fechada, até mesmo de poucos amigos, azeda. Perdi as contas das vezes as pessoas me falaram, ‘Achei que tu era cheia!’ Ou, que sou brava, enquanto outras situações nem se aproximavam, não puxavam assunto. Quando na verdade, eu sou mole! Muito mole! Alguém muito mais emoção do que razão, totalmente coração, que adora um papo, de riso fácil. Meia dúzia de palavras e já viro amiga de infância. Sem mimimi, conto tudo, língua solta, sem segredos, sem mascaras.

 

Às vezes eu queria ser diferente, ás vezes eu sei que acabo magoando algumas pessoas, e pessoas que eu gosto muito, e também queria poder me proteger mais, sou um livro aberto. Não sei guardar segredos, nem planos. Não consigo negar quando estou gostando, ou não, de algo, ou alguém. Quando algo extrapola minha paciência não sei resolver com calma, viro a mesa! Como uma amiga se define, e eu me identifico com o que ela diz, sou ‘solta das patas’, saio atropelando, e as vezes até a mim mesma, não penso antes de falar, quando vi já foi. Mas em mundo de aparências, onde as pessoas vivem muitas vezes uma vida que não tem, amizades virtuais, ostentações e falsidades, ainda considero isso uma qualidade, um direito, de ser eu mesma. Queria poder controlar, me salvaria de muitas situações constrangedoras, só que é a minha essência, o que sou, e controlar isso também seria uma forma de viver uma fralde.

 

Não estou dizendo que se deve ser grosseira, o que as vezes sem querer acabo sendo, e me arrependo, estou dizendo que devemos ser de verdade, não nos forçar a nada para agradar, aguentar pessoas e situações que não nos deixa confortável, apenas por medo do julgamento dos outros, muito menos tentar ser algo que não somos. Precisamos nos respeitar, nosso tempo, nossa espaço, preferencias, nos amar e colocar em primeiro lugar. O mundo precisa disso, de verdade, de amor próprio. Devemos ser caridosas e gentis com os outros, educadas, ninguém sabe a verdade de ninguém, cada um tem a sua opinião, suas circunstâncias, uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas isso também não significa que precisamos agradar todo mundo o tempo todo, podemos compreender as razões do outro, podemos ser educadas, mesmo que não aceitemos, discordar, sem brigar, respeito acima de tudo.

 

Essa máxima já é batida, mas gosto muito dela, de que devemos fazer para os outros aquilo que gostaria que fizemos para nós, isso deveria ser básico para todos, se tu te colocar no lugar do outro, se quando tu for fazer qualquer coisa, tu pensar, e se fosse eu? Se todo mundo pensasse assim, o mundo seria muito melhor. Por mais que eu prese pela verdade, eu também tenho que preservar o espaço do outro, do mesmo jeito que não quero me forçar a nada, nem ninguém, não posso fazer isso com alguém. Vivemos um mundo de individualismo, de egoísmo, de interesses.

 

Vamos amar mais, estar com pessoas que realmente amamos, e que nos amam, e nos amar, verdadeiramente. Verdade, essa é a palavra, vamos nos questionar, isso é de verdade? Estou querendo isso de verdade? Estou sentindo isso de verdade? Quando o amor e a verdade forem nossas prioridades, teremos uma chance de vencer, de conseguir um mundo justo e de paz.

 

Bom mulherada, esse foi meu recado dessa semana, sejam verdadeiras, se respeitem, não se forcem… Até semana que vem, vou falar um pouquinho de relacionamento, beijos e até a próxima quinta!

 

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