E então 31

Boa noite meninas! Como estão? Como o tempo voa, não? A vida de adulta é muito corrida. O mundo exige muito da gente e a gente mesmo se cobra muito. Hoje, ao contar de 31 anos percebo, por quantas coisas já passei. Quantos sonhos e desejos… Alguns alcancei, outros desisti, ou esqueci, ou apenas deixei de querer. Crescemos e junto conosco nossos quereres também mudam. Nossas prioridades evoluem com o passar dos anos.

Na infância a menina enfrentou o medo do escuro e o monstro do armário. Aqui era essencialmente sonhadora, queria ganhar o mundo, queria ser tudo. A ensinaram que deveria brincar de casinha e de boneca. A menina queria ser super herói. Mas só ganhava Barbie. Ser “princesa” era mais adequado, heroísmo era coisa de menino. Meninas eram frágeis, educadas e prendadas.

Na adolescência a garota passou pelas mudanças hormonais e a busca de identidade pessoal e principalmente social. Não era popular, e o mais difícil era pertencer a uma tribo. Aqui nascem revoltas, inconformações típicas da idade, contestou e testou a autoridade dos pais, e se achou ada e madura. Mas tudo que acontecia, parecia o fim do mundo, tudo virava um dramalhão, como pegar “bomba” em matemática, ou perder o “crush” pra arqui-inimiga” da escola.

Aos 18 a jovem mulher estava saindo da escola e entrando na fase acadêmica. Escolha de uma profissão, primeiros passos para uma vida “madura”. Começando a aprender que escolhas tem consequência, que amizades não são eternas. E foi forçada a acreditar que toda decisão que fizesse nesse momento afetaria absolutamente toda a sua vida. O peso dos 18 anos é alto.

Hoje eu não ouviria uma menina franzina, assustada e tímida sobre como devo levar minha vida, ou definir quem sou e quem quero ser. Mas todas nós a ouvimos, e deixamos essa menina tomar, ou deixar de tomar, escolhas valiosas.

Hoje, aprendi a fazer as pazes com essas meninas. Elas fizeram muitas escolhas erradas, mas também tiveram muitas vitórias. Hoje eu ensinei a elas que o passado não pode nos bitolar. E elas me ensinaram que minha essência sempre prevalecerá. Nunca serei velha demais para recomeçar. Sempre poderei sonhar como uma criança, contestar como uma adolescente ou assumir responsabilidades como jovem adulta.

Hoje a mulher diz pra criança que não tem mais medo do escuro, mas ainda quer conquistar “o mundo”. Diz pra adolescente que se preocupa mais em “ser de uma tribo” pois a autenticidade é muito mais interessante, porém o sentimento de pertencer, esse sim é importante. Diz pra jovem que suas escolhas foram importantes e que me orgulho dela, mas hoje tenho novos objetivos e não tem nada errado nisso. E finalmente digo a todas elas que ser princesa à espera de um resgate é muito retrógrado. Sou a heroína de que preciso, mulher maravilha, dona dos meus sonhos e rainha das minhas decisões. Bem vindos 31 anos e parabéns para todas as meninas que habitam em mim.

Ellen Racki

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