Pai, hoje é um dia especial. Estou no palco. Sou o centro das atenções. Mas olho desesperadamente para a plateia e não vejo você.

Cheguei em casa e você me deu uma desculpa que não convenceu. Sorri. Tudo bem. Haverá outras oportunidades.

Pai, hoje é outro dia especial. Vou cantar. Todos os olhares estão fitos em mim. Mas eu procuro o seu. Onde você está? Não te vejo. Acho que não vem. É, não veio. Talvez eu não seja prioridade para você.

Cheguei em casa. Você estava mexendo no celular e ali continuou. Não me olhou, não se desculpou, tão pouco me perguntou como foi.

Pai. Você tem mais uma chance de mostrar que se importa. Hoje é um dia especial para mim.

Pai. A apresentação já vai começar. Onde está que não te vejo?

Pai… É agora… aparece!

Ele não veio.

Pai. Hoje é um grande dia para mim. Mas, quer saber?!

Não vou insistir…

Não vou te convidar,

Não vou criar expectativas.

Não vou te esperar…

PAIS. Estejam alertas. O coração de uma criança é muito sensível.

Faça-se presente. Seja presença real. Antes que seu lugar seja ocupado pela indiferença.

Este texto é uma tentativa de dar voz aos sentimentos e relatos ouvidos de diversas crianças que convivo. Trazer um alerta, uma reflexão, um despertar. Marcas causadas na infância refletirão durante toda vida.

Se você sofreu, não faça sofrer. Uma vida nova é possível.

Analéia

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